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Introdução
Washington D.C. surpreende além da política. Explore museus Smithsonian gratuitos, bairros charmosos como Dupont Circle e Georgetown, a vibrante orla do The Wharf e uma gastronomia rica.
- Museus Smithsonian gratuitos: Mais de 11 opções de arte, história e ciência no National Mall, incluindo a National Gallery of Art (com uma obra de Da Vinci!) e o impactante National Museum of African American History and Culture.
- Bairros com personalidade: Mergulhe na vida local de Dupont Circle, descubra a revitalizada orla do The Wharf com sua arquitetura moderna e vida noturna, e o charme histórico de Georgetown para compras e passeios culturais.
- Gastronomia: Prove a diversidade culinária de D.C., desde a autêntica cozinha etíope no Ethiopic Restaurant e tapas espanholas no Jaleo, até os vibrantes food halls do Union Market District.
- Passeios a pé e vistas únicas: A cidade é ideal para ser explorada caminhando, com parques, monumentos icônicos como o Lincoln Memorial e Martin Luther King Memorial, e vistas deslumbrantes do rio Potomac.
- Arte moderna e contemporânea: Surpreenda-se com o Hirshhorn Museum, de arquitetura singular, e as coleções modernas do East Building da National Gallery, com obras de artistas como Calder e Hopper.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Das recomendações de viagens que costumamos receber, alguns destinos justificam-se por si só. Ninguém precisa gastar muito verbo pra dizer o quanto Paris, Florença ou Nova York são imperdíveis. Até outro dia, nunca ninguém havia me dito que eu deveria conhecer Washington D.C.. Pois agora eu digo, insisto e tentarei aqui provar: você precisa conhecer Washington D.C.!
O turismo cívico é a vocação mais evidente, para o qual há quem torça o nariz. Mas a cidade joga nas 11 em várias outras frentes, tanto em museus (quase todos gratuitos!), quanto na gastronomia, na vida noturna, nas soluções urbanas e também no prosaico bater perna. Sim, a cidade é perfeita para ser percorrida a pé, intercalando com metrô, ônibus e carros de aplicativo.
O bairro onde eu me hospedei, Dupont Circle, foi um acerto. Além de concentrar uma série de embaixadas, em sua maioria mimetizadas em ruas residenciais sem nenhum aparato de segurança ostensivo, a região sempre nos agraciava com o melhor do people watching: passeio com cachorro, corrida matinal, figurão de terno montado em patinete e, algo que nunca deixa de surpreender, gente sentada em banco de praça com o laptop aberto no colo – a praça, no caso, é a Dupont Circle, coração do bairro, que fica em frente à estação de metrô homônima. Aos domingos, a partir das 8h30, o lugar abriga a feira livre Dupont Farmer’s Market. Em suma, um bairro que é vivido e não apenas visitado.

O hotel onde eu fiquei, o Lyle, na New Hampshire Avenue, é vizinho de casarões elegantes, as chamadas townhouses, muitos deles de tijolinhos e com charmosas bay windows. Da porta do hotel para dentro, a pegada boutique e art déco salta aos olhos. O meu quarto tinha uma janela em “L”, abajures, tons neutros e o ponto focal era a cabeceira de madeira semi-circular que tinha quase o tamanho do colchão king-size. O restaurante onde são servidas todas as refeições, com teto baixo e dezenas de luminárias Nelson Bubble, da Herman Miller, é cool e aconchegante até dizer chega. Do hotel, pegando ruas residenciais, eu caminhava até a 14th Street, artéria que cruza boa parte da cidade e que naquele pedaço concentra a vida noturna de Washington. Por ali há bons restaurantes como o italiano Lupo Verde, o francês Le Diplomate e muitas lojas de presentes e decoração.

National Mall: monumentos em série
A região de maior interesse turístico de Washington, o National Mall, fica 2,5 quilômetros do Lyle. Se quiser caminhar até lá, coloque no Google Maps para seguir pela 17th Street, passando pela lateral oeste da Casa Branca (repare nos snipers à postos no telhado). O National Mall é uma imensa esplanada com cerca de 3 quilômetros de extensão, delimitada na ponta oeste pelo memorial dedicado a Abraham Lincoln e, na ponta leste, pelo Capitólio. Nas laterais do Mall se alinham 11 museus Smithsonian, um conjunto impressionante de acervos que tem ainda a rara virtude de ser inteiramente gratuito! Os museus podem ser divididos em três grandes eixos: os de arte (como a National Gallery of Art e o Hirshhorn); os dedicados à história e cultura (como o African American History and Culture e o American History); e os concorridíssimos museus científicos (Natural History e o Air and Space).

Há diversas possibilidades de explorar o pedaço, o que sempre vai implicar em agradáveis caminhadas. Se preferir ir direto ao ponto e ter o acompanhamento de uma guia brasileira tarimbadíssima, recomendo a Isabella Rocha, que há quase dez anos vive em Washington e está à frente da D.C. em Português. Isa alia conhecimento, carro com motorista, as melhores dicas e, last but not least, simpatia mineira.
Foi com Isa que fiz o passeio ao Lincoln Memorial, um dos símbolos cívicos mais fortes de Washington, dedicado ao presidente que encampou o processo que levou ao fim da escravidão durante a Guerra Civil (1861–1865). Nas escadarias em frente ao famoso espelho d’água (nota cinéfila: onde Forrest Gump reencontrou a sua amada), busque pela marcação no chão que sinaliza o exato lugar onde Martin Luther King proferiu o lendário discurso I Have a Dream.
A dez minutos de caminhada dali fica o Martin Luther King Memorial, à beira de uma lagoa artificial. Em vez de colunas ou cúpulas solenes, atravessamos dois imensos blocos de granito ao nível do chão até chegar a uma pedra central com a imagem de Luther King esculpida em alto-relevo. A cena traduz uma frase do discurso I Have a Dream: “da montanha do desespero, uma pedra de esperança”.
Fábrica de museus
Voltando aos museus do National Mall, vale dedicar de duas horas ou mais para cada. Um roteiro factível pode começar pelo National Museum of African American History and Culture, perto do Monumento a Washington (o obelisco) – ainda que gratuito, é preciso reservar o ingresso pelo site. O prédio de bronze rendado já causa um enorme impacto, e o conteúdo acompanha: exposições sobre a história da escravidão, a luta por direitos civis e a potência da cultura negra na música, na política e nos esportes. Em uma das paredes, a frase do comediante Dave Chapelle, nascido em Washington, é como um soco: “Todo negro americano é bilíngue. Todos. Nós falamos a língua vernacular das ruas e também falamos a língua da entrevista de emprego”.

Destaque ainda para a galeria histórica, que desce vários andares no tempo, e para os espaços dedicados à música no último andar. Em uma das salas, você escolhe o hit em uma tela touch e o efeito é similar ao de visitar o Museu do Carnaval, em Salvador: a galera canta junto. Foi eu dar play em Use Me, do Bill Withers, para duas garotas improvisarem uma jam ali mesmo. E se a fome bater, tem Sweet Home Cafe no térreo – a batata doce assada é divina.

Quase ao lado, fica o National Museum of American History, que conta a história do país por meio de objetos do cotidiano. Entre os destaques estão a recriação da cozinha da culinarista Julia Child, a bandeira original que inspirou o hino dos Estados Unidos, exposições sobre presidentes, cultura pop, imigração e inovação, além de peças curiosas como o vestido de posse de primeiras-damas e itens ligados ao cinema e à música, como a guitarra do Prince. O lugar já dá sinais de cansaço e chega a lembrar os corredores dos antigos hotelões de Las Vegas.

O National Museum of Natural History figura entre os museus de ciência mais visitados do planeta. Dinossauros em tamanho real logo na entrada, o famoso diamante Hope na galeria de gemas, além de salas sobre oceanos, evolução humana e biodiversidade – é o mais indicado para quem estiver com crianças e adolescentes.
Quase em frente, coisa de 300 metros, fica o National Air and Space Museum, parada obrigatória mesmo para quem não é fã de aviação. Aqui estão o Flyer dos irmãos Wright, cápsulas espaciais originais, foguetes e aviões históricos pendurados no teto em um hall envidraçado. As exposições sobre a corrida espacial e as missões à Lua costumam ser as mais concorridas. Fique atento também às exposições temporárias. A entrada é gratuita, mas é preciso reservar.
O percurso no National Hall é todo plano, com banheiros, cafés e food trucks pelo caminho. Dá para adaptar a ordem, pular um museu ou esticar o passeio até o pôr do sol no Lincoln Memorial. O National Mall entrega um retrato afiado da história, da ciência e da cultura estadunidense – e você não gasta um dólar com ingresso.
Hirshhorn e National Gallery: monumentais da arte
Dedico aqui um espaço à parte para dois museus do National Mall que foram os meus favoritos nos quesitos acervo e arquitetura. Nenhum deles deve nada para outros templos das artes como o MoMA, a Tate, a National Gallery de Londres ou mesmo o Louvre – um dos museus, inclusive, tem a sua própria Mona Lisa. E a cereja do bolo: encontrei-os quase vazios em pleno mês de julho.
O primeiro deles é o Hirshhorn, que surge quase como um corpo estranho ao lado do Air and Space Museum. Enquanto a arquitetura da maioria dos museus da região é inspirada no neoclassicismo, com colunas, frontões e fachadas simétricas que evocam templos gregos, o Hirshhorn rompe radicalmente com essa linguagem.

Aberto em 1974 e projetado por Gordon Bunshaft, que venceu o prêmio Pritzker em 1988 junto com Oscar Niemeyer, o edifício é um cilindro monumental em concreto aparente elevado sobre pilares. A singularidade do projeto dialoga muito bem com o acervo, que abriga arte moderna e contemporânea. Foi lá que eu vi uma retrospectiva da dupla OSGEMEOS, ainda maior e mais didática que a da Pinacoteca de São Paulo, de 2021.

O percurso interno não obedece narrativas ou cronologias. Obras de Francis Bacon, Marcel Duchamp, Matisse, Georgia O’Keefe, Jackson Pollock e Cy Twombly dividem atenções com instalações e exposições temporárias, como as de Barbara Kruger, Laurie Anderson e um diálogo entre duas obras de Basquiat e Banksy, que fica em cartaz até o fim de fevereiro. Do lado de fora, há um jardim de esculturas contemporâneas que se distribuem de forma integrada ao paisagismo, oferecendo uma pausa agradável.

O outro museu de arte imperdível do National Mall é a National Gallery of Art, cuja visita tem um detalhe inusitado: os dois edifícios do museu – West e East Building – são ligados por um túnel subterrâneo. E o melhor: o museu tem em seu quadro de guias uma brasileira, a carioca Maria Amélia Ramaciotti, que é voluntária no museu há quase 40 anos e conduz tours excelentes e gratuitos (reserve diretamente com ela).
O West Building guarda o lado mais clássico do acervo, a começar pela cúpula de entrada que lembra o Panteão de Roma. Ali estão as grandes obras da arte europeia, da Idade Média ao século 19. É onde você encontra pinturas de Monet, salas dedicadas ao Renascimento e um dos tesouros absolutos do museu: Ginevra de’ Benci, o único quadro de Leonardo da Vinci em exposição permanente nas Américas. E o melhor: você fica cara a cara com a obra, sem pressa e sem as multidões do Louvre.

A travessia do túnel para o East Building muda completamente o tom da visita. Surge a imensa – e tentadora – loja do museu, a praça de alimentação, uma cascata que escorre por degraus atrás de uma parede de vidro e clarabóias assimétricas por onde a luz natural penetra. Estamos abaixo no nível da rua e qualquer semelhança com a pirâmide do Louvre não é mera coincidência – o projeto é do mesmo arquiteto, o sino-americano I. M. Pei.

A entrada no East Building, uma caixa modernista com pé direito imenso e muita luz natural, é um arrebatamento. No átrio, um móbile monumental de Alexander Calder, suspenso e em constante movimento, acompanha as correntes de ar do espaço. É impossível não parar por vários minutos e observar a dança silenciosa da obra. Em uma passarela mais alta, uma solitária escultura longilínea e fantasmagórica de Giacometti é outro impacto.

E tem mais Calder em uma ala quase escondida: basta pegar o elevador para a Tower 2 e dar de cara com uma sala onde ficam expostos móbiles e stabiles de diferentes períodos. Ali você já estará no terraço do museu, acompanhado da escultura imensa de um galo azul da artista Katharina Fritsch e da vista para o Capitólio.
Ainda no térreo da National Gallery, há uma sala inteira com obras de Modigliani, além de nomes essenciais da arte moderna nos outros andares, como Picasso, Matisse, Hopper, Rothko, Kandinsky, Pollock, Mondrian. Prepare-se para dedicar ao menos três horas para os dois edifícios – ou mais se quiser incluir também o lindíssimo jardim das esculturas, que no verão promove shows no fim de tarde que são disputadíssimos.

The Wharf: o skyline moderno de D.C.
Até pouco tempo atrás, o trecho do Southwest Waterfront, às margens do rio Potomac, era uma zona esquecida de Washington D.C., marcada por píeres envelhecidos e galpões abandonados. A virada veio a partir de 2017, quando foi inaugurada a primeira fase do The Wharf, um projeto de revitalização que devolveu à cidade uma das áreas mais agradáveis à beira d’água para curtir o fim de tarde, com um longo calçadão e prédios ousados.
The Wharf é um bairro para ser vivido a pé. O calçadão contínuo ao longo do Potomac convida a caminhadas sem pressa, com bancos muito anatômicos para deitar, jardins, decks de madeira e até uma fonte que jorra vapor d’água e faz a festa da criançada no verão. Há marinas repletas de veleiros, caiaques para alugar, passeios de barco e um calendário constante de eventos. E não se trata de um lugar apenas para turistas: estive lá em um sábado e era evidente ver como o espaço foi abraçado pelos locais como área de lazer.
A arquitetura ajuda a explicar o impacto visual do The Wharf. Sai de cena a monumentalidade clássica do National Mall e entram arrojos modernos. Dois prédios saltam aos olhos: o residencial Amaris faz uma torção em sua fachada curvilínea e afunila em suas extremidades. O projeto é do uruguaio Rafael Viñoly, que desenhou o aeroporto de Montevideo e também o polêmico edifício de Londres apelidado de walkie-talkie. Um pouco mais adiante, surge o lindo hotel Pendry, um edifício que se organiza em volumes escalonados com blocos de andares no formato de degraus invertidos. À noite, a iluminação cênica dos prédios e dos píeres reforça o astral cosmopolita. Pode até lembrar o Puerto Madero de Buenos Aires, mas numa escala menor e nada inóspita.

Para o viajante, The Wharf também é sinônimo de boa mesa e boa música. Restaurantes e bares ocupam posições estratégicas, muitos com mesas ao ar livre e vista direta para o pôr do sol no rio. Um lugar descontraído é o Bartaco, com menu de releituras mexicanas, ou então o Hell’s Kitchen, do chef Gordon Ramsay. Para ter belas panorâmicas e vistas para os barcos no pôr do sol, suba até o rooftop Whiskey Charlie.
Chega-se facilmente de metrô, descendo na estação Waterfront, e vale ter em mente que, nos meses quentes, o bairro entrega mais no cair da tarde e à noite, quando o movimento aumenta e fica mais animado.
Georgetown
Um lugar fofíssimo e ao mesmo tempo o principal centro de compras da cidade. Georgetown encanta logo de cara por suas ruas arborizadas, casinhas coloridas, alguns casarões e também por sediar a prestigiosa universidade que leva o nome do bairro (que já foi uma cidade à parte e surgiu antes da fundação de Washington D.C.).

Duas artérias importantes, a M Street NW e a Wisconsin Avenue, concentram grifes, antiquários, livrarias, bares e fast foods. Um marco histórico na rua M é a Old Stone House, uma casa de pedra de 1766 que é considerada a mais antiga do Distrito de Columbia – atravessando a rua há uma excelente livraria Barnes & Noble e, duas quadras adiante, uma grande loja da T.J. Maxx com roupas no precinho (faltou pra mim apenas uma Uniqlo, mas há uma ótima unidade na lindíssima Union Station).

Georgetown é um bairro de muitas camadas e focar apenas na skin das compras é arranhar a superfície. Um passeio a pé com a DC by Foot permite mergulhos interessantes. Com a nossa ótima guia, que contou várias histórias sobre a ocupação, passamos em frente à casa onde Jackie Kennedy morou após o assassinato de John Kennedy (3017 N St NW). O próprio Google Maps borrou a fachada, talvez na tentativa de preservar a intimidade dos novos proprietários, não sei, mas fato é que não havia mais ninguém interessado além do nosso grupo – passamos também pelo restaurante onde o pedido de casamento teria acontecido, o Martin’s Tavern, na época em que Kennedy era senador por Massachusetts. Outro encanto foi ver a casa amarela onde a culinarista Julia Child viveu entre 1948 e 1959 (2706 Olive Street NW). O tour termina em frente à escadaria que serviu de locação para a cena final de O Exorcista (3600 Prospect Street NW).

Georgetown Waterfront Park: pausa na beira do rio
Seguindo em direção ao Potomac, topei com o Georgetown Waterfront Park, onde o bairro encontra o rio, mas numa pegada diferente do The Wharf: gramados amplos, jardins floridos, gente fazendo piquenique, passeando com cachorros e tomando banho no chafariz. Ao alcance do olhar, a ponte Key com seus elegantes arcos e, mais ao fundo, o skyline discreto de Rosslyn, já na Virgínia. É para ir sem pressa e devanear como seria bom morar em algum dos apartamentões virados para o rio.

No caminho de volta para a M Street, Georgetown tinha uma outra camada por se revelar e que me fez cair o queixo. Resolvi, por acaso, entrar na estreitinha Grace Street e acabei, sem querer, mergulhando no capítulo industrial do bairro: saem as casas coloridas e entram fachadas de tijolos escuros – como um vilarejo industrial inglês – que remetem ao trabalho pesado que acontecia ali no século 19. Atrás das fachadas impecavelmente restauradas está o que restou do Chesapeake & Ohio (C&O), um canal de navegação artificial por onde escoavam carvão, madeira, farinha e papel produzidos em Georgetown e que eram negociados no percurso de quase 300 quilômetros até o Maryland – o Potomac é um rio caudaloso em vários trechos, o que impedia que fosse usado como via de escoamento.

O surgimento das ferrovias aposentou o canal, que poderia ter sido colocado abaixo, mas a decisão por mantê-lo intacto fez surgir um corredor verde que hoje é muito buscado para caminhadas e passeios de bicicleta. Ali na altura de Georgetown, foram colocadas mesinhas e cadeiras viradas para o canal em um trecho arborizado, alheio ao frenesi do bairro, quase um segredo bem guardado. Vi grupos de amigos conversando, casais no maior love. A cereja do bolo é a unidade do Blue Bottle Coffee, que faz parte de uma rede de cafeterias com design minimalista que lembra a Apple. Comprei o meu café minimalista, sentei em uma das cadeiras viradas para o canal e tive aquela sensação que às vezes acomete o viajante: “descobri um lugarzinho”.

Restaurantes imperdíveis em WashingtonSe eu voltasse hoje para Washington D.C., iria direto para o Ethiopic Restaurant – a cidade abriga a maior população etíope fora do país. A refeição veio servida sobre a chamada injera, um pão típico levemente esponjoso e ácido que cobre o prato inteiro, sobre o qual são colocadas porções de diversas iguarias à base de ensopados, legumes e muitas especiarias. Com a mão, você rasga a injera e vai pinçando a comida. Simplesmente divino! ![]() Outro delicioso é o espanhol Jaleo, primeiro restaurante aberto pelo chef-celebridade José Andrés, em 1993, e que ajudou a transformar a região do Penn Quarter, próxima à Casa Branca, em polo gastronômico. A seleção de queijos de entrada, as batatas bravas e os calamares en su tinta são ótimas pedidas. O Café Riggs é um restaurante chiquérrimo em estilo art déco localizado dentro do Hotel Riggs, um edifício histórico que já foi um banco onde 23 presidentes dos Estados Unidos tiveram suas contas. Em estilo brasserie francesa, a casa serve de coquetel de camarão a beef bourguignon, além de torres nababescas repletas de frutos do mar. ![]() A região do Union Market District vem despontando nos últimos tempos como uma das mais descoladas da cidade e onde vem se desenvolvendo um diversificado polo gastronômico. Por ali aportou há pouco tempo o francês Pastis, que tem unidades em Miami e Nova York; o disputado japonês O-Ku; o simpático La Cosecha, um food hall com diversos restaurantes que servem comida latino-americana – e onde eu vi uma galera trabalhando com seus laptops em mesas compartilhadas; e o próprio Union Market, que tem mais de 40 bancas com restaurantes independentes e um terraço onde acontecem shows no fim do dia. Vá com tempo para bater perna pela região e ver vitrines (no verão, prefira o fim de tarde por conta do calor).
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Como chegar
A United tem voos diretos entre Guarulhos e o aeroporto de Dulles, em Washington. A reportagem viajou com a Delta, com escala em Atlanta, para conhecer a maior sala VIP da companhia, localizada no aeroporto mais movimentado do mundo; veja como foi.
Para saber como é o tour pelo Capitólio, leia esta outra reportagem da Viagem e Turismo.
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Fonte.:Viagen





