



Resenha por Arnaldo Lorençato
Um dos sócios que ajudou a tornar o Fogo de Chão um ótimo rodízio de carnes não só no Brasil, mas nos Estados Unidos, para onde levou a rede e viveu por quinze anos, até a venda da marca, em 2011, o empresário Jair Coser seguiu um caminho que não passava pelo sistema de espeto corrido ao retornar aos negócios da gastronomia. Ele se associou em 2014 à churrascaria à la carte em estilo argentino Corrientes 348 e, em 2021, montou o Dasian, restaurante de cardápio asiático em estilo americano que nunca decolou e fechou em 2024. Foi justamente no ponto vago desse salão gigantesco no térreo do Edifício B32 que o restaurateur montou o Assador, que já existia no Rio de Janeiro e marca o retorno dele ao rodízio. Com o preço fixo de R$ 265,00, os clientes podem se servir de um bufê capaz de saciar o apetite antes mesmo de passar às carnes — só o bufê sai por R$ 172,00. Nessa mesa fria, repousam queijos variados, presunto cru, palmito, aspargo, alcachofra, saladas prontas variadas como a caesar, folhas, diferentes tipos de tomates… À mesa, chegam petiscos como pão de queijo quentinho e dos bons e guarnições como uma banana frita um tanto engordurada, a farofa na manteiga, o feijão-preto caldoso e o arroz carreteiro. Estão listados catorze tipos de carnes bovinas em um cardápio disposto sobre a mesa, mas a oferta se amplia com opções como a barriga de porco dourada, e o garçom faz questão de amplificar o som da pele crocante com a ajuda da faca. Encabeça a lista a picanha, corte sem graça que continua o favorito dos brasileiros. Para fugir do lugar-comum, há uma aparentada da picanha, a alcatra de vaca velha, mais saborosa e que virou moda entre apreciadores de churrasco. Também há o tomahawk, peça grandalhona e muito marmorizada do filé de costela dianteira com o osso limpo e exposto. São igualmente bons o ancho premium, a fraldinha e o assado de tira carnudo e sem exagero de gordura. Em um açougue envidraçado no salão, é possível observar um profissional dando um trato nas peças de carne. Descansam na adega climatizada de vinhos argentinos mais simples a preciosidades como o francês Château Petrus 2010, cotado a uma fortuna de R$ 98 000,00.
Informações checadas em janeiro de 2026.
Fonte.: Veja SP Abril


