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9 de janeiro de 2026

Ato na USP acaba em agressões entre direita e esquerda

Ato na USP acaba em agressões entre direita e esquerda

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Uma manifestação realizada pela esquerda para marcar os três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023, nesta quinta-feira (8), acabou em confusão e agressões envolvendo os militantes, o ex-deputado estadual Douglas Garcia (União-SP) e o vereador Rubinho Nunes (União).

O evento contra o PL da Dosimetria — vetado pelo presidente Lula (PT) — ocorreu no salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O embate começou quando um grupo alinhado à direita, incluindo Nunes e Garcia, chegou ao local.

Eles disseram que foram ao evento para questionar a realização do ato em uma universidade pública. A manifestação foi convocada pelo Grupo Prerrogativas, pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, que representa alunos do curso de direito da USP, e pelo PT-SP. Outras 40 entidades aderiram ao protesto.

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Douglas Garcia teria sido chamado de “fascista” aos gritos ao subir até as galerias superiores do auditório para gravar vídeos. Militantes da esquerda expulsaram o ex-deputado do local aos gritos e empurrões. Ele teve a camisa rasgada ao descer as escadarias.

O confronto físico teria se intensificado quando os manifestantes e Garcia chegaram ao térreo, onde Nunes estava. Garcia trocou socos com um dos manifestantes. Veja abaixo:

“Chegaram a rasgar a minha camisa, me deram um murro. Eu dei um murro porque, obviamente, ninguém é de ferro. Estava de boa, o cara veio me bater e eu devolvi”, disse o ex-deputado já fora da universidade.

“Todos vieram até a USP para se colocar contra a liberdade de pessoas inocentes, que foram injustamente presas em nosso Brasil. Vieram para cima e tomaram o que estavam procurando. A gente não é a favor da agressividade, nem da violência, mas, se bateu, vai levar”, acrescentou Douglas Garcia.

O vereador publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece sendo empurrado pelos manifestantes dentro do Salão Nobre aos gritos de “recua, fascista”. No lado de fora, os gritos continuaram; uma mulher tenta conter Nunes, que provoca os militantes de esquerda.

O deputado federal Junio Amaral (PL-MG) divulgou um vídeo que mostra o momento das agressões. “Toda minha solidariedade ao Douglas Garcia, que foi covardemente agredido por criminosos de esquerda na USP, e meus parabéns pelo exercício brilhante de sua legítima defesa”, disse o parlamentar no X.

Ao jornal O Globo, o Centro Acadêmico XI de Agosto afirmou que Rubinho Nunes e Douglas Garcia teriam começado a confusão. Em nota, a entidade afirmou que o tumulto tinha o objetivo de “criar o caos para constranger a luta popular e gerar engajamento através da mentira”.

“Trata-se do conhecido modus operandi do bolsonarismo e de seus grupos satélites: infiltrar-se em manifestações da esquerda e dos movimentos sociais com o único intuito de tumultuar, incitar conflitos e fabricar narrativas vitimistas para as redes sociais”, disse o Centro Acadêmico XI de Agosto.



Fonte. Gazeta do Povo

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