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31 de março de 2026

Brasil na Lua: comida lunar pode ser projetada pela Embrapa

Brasil na Lua: comida lunar pode ser projetada pela Embrapa

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Uma rede de pesquisadores brasileiros, liderada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), está estudando alimentos espaciais. A Space Farming Brazil está inovando na produção de plantas e sementes que possam se desenvolver fora do ambiente da Terra.

A iniciativa coordenada pela pesquisadora Alessandra Fávero, que conversou com a CNN Brasil, pretende aprender como adaptar novos cultivos, novos sistemas de automação e na robótica da agricultura nacional.

“O Brasil é reconhecido internacionalmente pela pesquisa agrícola. No caso da Embrapa e de vários institutos parceiros, para nós tem sido muito gratificante contribuir no programa Artemis, que foi assinado pelo Brasil. É uma oportunidade e nós temos competência técnica para poder contribuir”, afirma Alessandra Fávero, coordenadora da Rede Space Farming Brazil.

Quase 60 cientistas participam do experimento, buscando soluções para que, no futuro, os alimentos possam ser produzidos em estações lunares, em condições elevadas de radiação, baixa gravidade e ausência de solo.

Assim como a Nasa desenvolveu mais de duas mil tecnologias que estão no nosso dia a dia, todas essas tecnologias que serão desenvolvidas dentro do projeto vão poder contribuir para o benefício dos produtores brasileiros, no presente e no futuro

Alessandra Fávero, coordenadora da Rede Space Farming Brazil

CNN Brasil conta essa e outras reportagens na série “Brasil na Lua” sobre o papel do Brasil na exploração espacial na expectativa para o lançamento da missão Artemis II, da NASA, previsto esta quarta-feira (1º) , que deve marcar o retorno de astronautas à órbita da Lua e abrir caminho para novas etapas do programa lunar.

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Fácil adaptação

Segundo os pesquisadores, as plantas têm maior facilidade para se adequar a ambientes inóspitos. As diferentes características podem apontar para novas possibilidades de melhoramentos genéticos. Há estudos que comprovam mudança rápida no gene da planta exposta ao espaço.

“Ao contrário do que a gente imagina, a planta tem muito mais ferramentas para se estabelecer nessas condições do que o corpo humano. Como a planta não se movimenta, ela tem mecanismos de defesa, mudança da expressão gênica que permitem respostas mais rápidas do que o nosso corpo, o que permite que elas se adaptem rapidamente a essas condições extremas”, diz Larissa Vendrame, pesquisadora da área de melhoramento genético da Embrapa, em entrevista à CNN Brasil.

O estudo de novas cultivares mais adaptadas e mais eficientes pode dar um caminho no futuro para a melhoria também na Terra. A expectativa é que os estudos tragam benefícios que possam ser aplicados também na Terra, como melhoria do uso da água, solo e energia, além de mitigar situações de mudanças climáticas.

“O cultivo no espaço tem uma série de desafios. O primeiro é a restrição de água e de insumos, principalmente nutrientes, além da questão de solo, luz e temperatura e também a microgravidade. São questões bastante estressantes para a planta, isso nos traz desafios enormes. A gente tem que entender como a planta se comporta em condição de estresse”, confirma Larissa.

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Brasil no programa Artemis

O Brasil entrou para o programa Artemis, em novembro de 2023, quando uma articulação entre a Embrapa e a AEB (Agência Espacial Brasileira) assinaram a participação junto a Nasa, responsável pela articulação internacional que pretende estabelecer e reforçar os acordos da exploração científica e a troca de conhecimento sobre a Lua.

A Embrapa atua com o desenvolvimento de tecnologias e produtos que podem ser usados no espaço, apontando mais uma vez para a importância mundial da empresa no cenário internacional das pesquisas.

 



Fonte: CNN Brasil

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