
Resenha por Arnaldo Lorençato
A Bráz construiu uma história admirável, em quase três décadas de trajetória, desde a abertura de sua primeira unidade em Moema, em 1998. O negócio surgiu como uma segunda empreitada dos mesmos criadores do Original — um bar de chope charmoso e movimentado, inspirado nos antigos botecos paulistanos — com o objetivo estratégico de ocupar um ponto vizinho. Ao longo dos anos, a pizzaria se consolidou entre as melhores da cidade, expandindo-se por diversas regiões (ainda sem presença na Zona Norte) e acumulando reconhecimento, como os onze títulos conquistados entre 2002 e 2013 na edição anual de COMER & BEBER. A cozinha mantém um padrão consistente sob o comando do chef dos fornos Luis Lopes, que integra a equipe desde 2000. A massa, conhecida como grano nostrum, segue o estilo napolitano, com longa fermentação que resulta em discos leves, de bordas altas e bem alveoladas. As pizzas são oferecidas em dois tamanhos, com quatro ou oito pedaços, e incluem opções como a bráz (R$ 85,00 e R$ 129,00), que leva abobrinha orgânica, alho, muçarela e parmesão — também disponível em versão vegana —, e a campana (R$ 96,00 e R$ 145,00), com molho de tomate, muçarela fior di latte, linguiça artesanal, cogumelo portobello, requeijão de corte, queijo tulha e brócolis friarielli. Antes de partir para as redondas, a berinjela ao forno (R$ 45,00 ou R$ 62,00) é uma boa pedida, preparada com fatias da hortaliça, molho de tomate, muçarela de búfala e de vaca, parmesão e tomatinhos ao pesto, acompanhados de pão da casa. Entre as sobremesas, o tiramisu (R$ 36,00) segue como um dos mais pedidos e mantém desempenho consistente. O serviço, por sua vez, poderia apresentar maior atenção em alguns momentos. A rede também conta com unidade no bairro Jardim Paulista, reforçando sua presença em diferentes regiões da cidade.
Informações checadas em janeiro de 2026.
Fonte.: Veja SP Abril


