10:48 PM
13 de março de 2026

Broncopneumonia: quadro de Bolsonaro é grave? Entenda internação do ex-presidente

Broncopneumonia: quadro de Bolsonaro é grave? Entenda internação do ex-presidente

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Jair Bolsonaro está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana, uma infecção que afeta as camadas mais “profundas” do sistema respiratório.

O ex-presidente chegou à unidade hospitalar após ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na manhã desta sexta-feira (13). Na prisão, ele apresentou quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Segundo os relatos, a provável origem do quadro é aspirativa, quando substâncias estranhas — como alimentos, saliva, líquidos ou conteúdo gástrico (vômito ou refluxo) — são inaladas para as vias aéreas e pulmões, em vez de seguirem para o esôfago.

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O que é broncopneumonia?

A broncopneumonia é uma doença que afeta os pulmões e pode causar sintomas como catarro, febre e falta de ar. Geralmente, a doença é causada pela infecção por bactérias, vírus ou fungos, e pode ser unilateral ou bilateral (caso de Bolsonaro).

Trata-se, então, de um quadro de invasão por micro-organismos que venceram barreiras do nariz, boca e garganta, e conseguiram atingir a região mais distante da via respiratória.

“É como se fosse o último estágio: a infecção conseguiu atravessar todas as barreiras e chegou até a via aérea mais terminal”, explica a pneumologista Marcela Ximenes, membro da Comissão Científica de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

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Mas, apesar do nome diferente, ela é, a grosso modo, a mesma doença que a pneumonia. Aliás, geralmente, os próprios médicos chamam as duas condições de “pneumonia”, simplesmente.

“O tratamento é igual e, de forma geral, estamos falando da mesma coisa. É a mesma doença, com a mesma gravidade e mesmas complicações. Mas existem algumas diferenciações que podemos notar em exames radiológicos”, explica Fernanda Bacceli, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

A distinção é que a broncopneumonia afeta diferentes áreas do pulmão, causando uma inflamação mais disseminada, tanto em brônquios – tubos por onde o ar entra – como em alvéolos – “balões” de ar responsáveis pelas trocas gasosas —, enquanto a pneumonia geralmente se localiza em uma região específica do órgão.

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A doença é grave?

De acordo com Marcela, não é possível, portanto, definir se uma broncopneumonia vai ser ou não, necessariamente, mais grave que uma pneumonia. De todo modo, as condições podem ter desfechos graves, especialmente em idosos como Bolsonaro. 

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“A pneumonia ainda é uma doença relativamente frequente e continua sendo uma das principais causas de mortalidade em idosos”, reflete a médica.

Segundo a pneumologista, isso não significa que a doença sempre terá um desfecho ruim, mas que é um diagnóstico que exige atenção.

Além disso, a pneumonia é mais grave em idosos principalmente devido ao enfraquecimento natural do sistema imunológico (imunossenescência), que reduz a capacidade do corpo de combater infecções. Ainda, alterações crônicas nos pulmões e a presença de comorbidades dificultam o diagnóstico precoce e tratamento, aumentando o risco de sepse e insuficiência respiratória.

Outro ponto de destaque é que, em razão do sistema imune fragilizado, a resposta inflamatória que ocorre naturalmente contra infecções é menor nos mais velhos. Logo, eles podem não desenvolver os sinais típicos da doença, recebendo o diagnóstico quando o quadro já avançou.

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“Essa redução da inflamação retarda o diagnóstico da pneumonia, por que o agente viral bacteriano presente no pulmão não causa sintomas em si“, destaca Fernanda. “Mas, a medida em que a infecção progride e chega à corrente sanguínea, em um caso mais avançado, pode causar alterações na pressão ou na glicemia”, completa a médica.

Por isso, as médicas alertam que, em casos em que a doença começa de forma silenciosa, o risco é maior, pois isso indica que o organismo não está reagindo com a devida eficiência.

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“Quadros atípicos já indicam certa fragilidade do organismo. A febre, por exemplo, é um mecanismo de defesa e isso significa que ele está montando uma resposta inflamatória adequada”, destaca Marcela.

Essas características tornam o diagnóstico precoce da pneumonia indispensável. Ele deve ser realizado por um médico por meio de avaliação clínica (escuta dos pulmões), histórico de sintomas (tosse, febre, dor no peito) e confirmação por radiografia de tórax (raio-X). Exames de sangue e oximetria de pulso (nível de oxigênio) também podem ser usados.

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*Com informações da Agência Brasil

 

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Fonte.:Saúde Abril

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