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Introdução
Jair Bolsonaro está internado na UTI do Hospital DF Star com broncopneumonia bacteriana de provável origem aspirativa. O ex-presidente apresentou febre alta, queda de saturação e calafrios. Especialistas explicam a doença, seus sintomas e os riscos, especialmente para idosos.
- Bolsonaro internado na UTI com broncopneumonia bacteriana em Brasília.
- Ex-presidente apresentou febre alta, queda de oxigênio e calafrios.
- A origem provável do quadro é aspirativa, por inalação de substâncias.
- Entenda o que é a broncopneumonia e como ela se diferencia da pneumonia comum.
- Saiba por que a doença é mais grave e um dos principais riscos de mortalidade em idosos.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Jair Bolsonaro está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana, uma infecção que afeta as camadas mais “profundas” do sistema respiratório.
O ex-presidente chegou à unidade hospitalar após ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na manhã desta sexta-feira (13). Na prisão, ele apresentou quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Segundo os relatos, a provável origem do quadro é aspirativa, quando substâncias estranhas — como alimentos, saliva, líquidos ou conteúdo gástrico (vômito ou refluxo) — são inaladas para as vias aéreas e pulmões, em vez de seguirem para o esôfago.
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O que é broncopneumonia?
A broncopneumonia é uma doença que afeta os pulmões e pode causar sintomas como catarro, febre e falta de ar. Geralmente, a doença é causada pela infecção por bactérias, vírus ou fungos, e pode ser unilateral ou bilateral (caso de Bolsonaro).
Trata-se, então, de um quadro de invasão por micro-organismos que venceram barreiras do nariz, boca e garganta, e conseguiram atingir a região mais distante da via respiratória.
“É como se fosse o último estágio: a infecção conseguiu atravessar todas as barreiras e chegou até a via aérea mais terminal”, explica a pneumologista Marcela Ximenes, membro da Comissão Científica de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).
Mas, apesar do nome diferente, ela é, a grosso modo, a mesma doença que a pneumonia. Aliás, geralmente, os próprios médicos chamam as duas condições de “pneumonia”, simplesmente.
“O tratamento é igual e, de forma geral, estamos falando da mesma coisa. É a mesma doença, com a mesma gravidade e mesmas complicações. Mas existem algumas diferenciações que podemos notar em exames radiológicos”, explica Fernanda Bacceli, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
A distinção é que a broncopneumonia afeta diferentes áreas do pulmão, causando uma inflamação mais disseminada, tanto em brônquios – tubos por onde o ar entra – como em alvéolos – “balões” de ar responsáveis pelas trocas gasosas —, enquanto a pneumonia geralmente se localiza em uma região específica do órgão.
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A doença é grave?
De acordo com Marcela, não é possível, portanto, definir se uma broncopneumonia vai ser ou não, necessariamente, mais grave que uma pneumonia. De todo modo, as condições podem ter desfechos graves, especialmente em idosos como Bolsonaro.
“A pneumonia ainda é uma doença relativamente frequente e continua sendo uma das principais causas de mortalidade em idosos”, reflete a médica.
Segundo a pneumologista, isso não significa que a doença sempre terá um desfecho ruim, mas que é um diagnóstico que exige atenção.
Além disso, a pneumonia é mais grave em idosos principalmente devido ao enfraquecimento natural do sistema imunológico (imunossenescência), que reduz a capacidade do corpo de combater infecções. Ainda, alterações crônicas nos pulmões e a presença de comorbidades dificultam o diagnóstico precoce e tratamento, aumentando o risco de sepse e insuficiência respiratória.
Outro ponto de destaque é que, em razão do sistema imune fragilizado, a resposta inflamatória que ocorre naturalmente contra infecções é menor nos mais velhos. Logo, eles podem não desenvolver os sinais típicos da doença, recebendo o diagnóstico quando o quadro já avançou.
“Essa redução da inflamação retarda o diagnóstico da pneumonia, por que o agente viral bacteriano presente no pulmão não causa sintomas em si“, destaca Fernanda. “Mas, a medida em que a infecção progride e chega à corrente sanguínea, em um caso mais avançado, pode causar alterações na pressão ou na glicemia”, completa a médica.
Por isso, as médicas alertam que, em casos em que a doença começa de forma silenciosa, o risco é maior, pois isso indica que o organismo não está reagindo com a devida eficiência.
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“Quadros atípicos já indicam certa fragilidade do organismo. A febre, por exemplo, é um mecanismo de defesa e isso significa que ele está montando uma resposta inflamatória adequada”, destaca Marcela.
Essas características tornam o diagnóstico precoce da pneumonia indispensável. Ele deve ser realizado por um médico por meio de avaliação clínica (escuta dos pulmões), histórico de sintomas (tosse, febre, dor no peito) e confirmação por radiografia de tórax (raio-X). Exames de sangue e oximetria de pulso (nível de oxigênio) também podem ser usados.
*Com informações da Agência Brasil
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Fonte.:Saúde Abril


