São 7h30 de um domingo quando um grupo começa a se reunir nos jardins do Museu do Ipiranga, região sul de São Paulo, em torno de algumas garrafas térmicas de café. Com roupas de corrida, eles degustam a bebida enquanto conversam por alguns minutos antes de iniciarem a prática esportiva.
Esse é um ritual que é organizado todo primeiro domingo do mês pelo clube de corrida Fechados com a Verdade em parceria com a cafeteria Coffee Walk.
Dois nichos de estilo de vida em ascensão, as comunidades do café especial e da corrida vivem uma aproximação. O namoro entre os dois grupos se dá sobretudo por questões de bem-estar e pelo ritual matinal que ambas as culturas costumam envolver.
Para muitos atletas, a bebida deixou de ser apenas um pré-treino para se tornar um item de complexidade sensorial e um poderoso elemento de coesão social dentro do esporte.
Ana Paula Moura, fundadora do Fechados com a Verdade, explica que o grão facilita a socialização e fortalece a identificação entre os membros que procuram no grupo algo além do esporte.
Essa, aliás, é uma questão importante para o clube de Moura, já que o foco, ali, não é o resultado e a performance, mas sim a saúde, o bem-estar e a conexão entre os membros. Daí a importância do café como catalisador social.
Para Rodrigo Siqueira, dono da Coffee Walk, o café entra no universo das corridas também como um facilitador da busca por um estilo de vida saudável, já que hoje muitas pessoas trocam as saídas noturnas por uma boa noite de sono seguida de um programa diurno, muitas vezes envolvendo atividades físicas e café.
Soma-se a isso o benefício funcional: a cafeína como aliada na disposição e no rendimento físico.
Além de um clube de corrida, a união entre as duas culturas resultou até em um estabelecimento próprio. Inaugurada no ano passado, em São Paulo, a Longão é uma cafeteria temática de corrida, com projeções de maratonas nas paredes e até uma sauna.
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Fonte.:Folha de São Paulo


