A subprefeitura da Lapa usou as redes sociais nesta terça-feira (3) para escrever que “Bloco de Carnaval clandestino é crime”, e pediu a moradores que denunciem blocos de Carnaval que saem às ruas do bairro na zona oeste de São Paulo sem autorização da prefeitura.
Nas postagens, a administração regional usou uma arte em que um agente da GCM (Guarda Civil Metropolitana) aparece de costas em primeiro plano observando pessoas em volta de uma caixa de som. Faixas amarelas com os dizeres “perigo” e “não entre” compõem a imagem.
Pelo fato de não ter alvará, os blocos sem autorização da prefeitura, segundo a postagem, acarretam risco de violência, acidentes e transtornos.
Procurada, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) não respondeu.
Decreto que regulamenta o Carnaval de rua prevê sanções administrativas e multas em caso de ensaios realizados em aviso. Não há menção a imputações criminais no decreto.
A subprefeitura da Lapa é comandada pelo ex-coronel da Rota, o coronel Telhada (PP) desde fevereiro do ano passado.
Na última sexta-feira (30), a Nunes anunciou o credenciamento de 627 blocos para o Carnaval de rua da cidade, que inicia no próximo sábado (7) e se estende pelo feriado e acaba em 22 de fevereiro.
Apesar do aporte recorde, organizadores têm reclamado de falta de acesso a verba de patrocinadores, e blocos icônicos do Carnaval paulistano acenaram com a possibilidade de não desfilarem neste ano, como o Tarado Ni Você e o Pagu. Já o Sargento Pimenta afirmou que não irá desfilar.
Entre os obstáculos citados, está a concorrência com megablocos, com apresentação de artistas famosos. Um deles leva o nome de uma marca de cerveja da empresa patrocinadora oficial do Carnaval de rua da cidade, que confirmou a presença do DJ Calvin Harris.
Com patrocínio de R$ 30,2 milhões, fechado com a Ambev, o orçamento do Carnaval de rua em São Paulo ultrapassou o ano passado, quando foram captados R$ 27,8 milhões.
Fonte.:Folha de S.Paulo


