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Introdução
Alho e limão têm benefícios à saúde, como antioxidantes e anti-inflamatórios, mas não são remédios milagrosos. O chá de ambos, popular para resfriados, carece de comprovação científica para as promessas exageradas. Entenda os limites e reais vantagens desses alimentos.
- A vitamina C do limão ajuda a imunidade, mas o consumo deve ser contínuo, não apenas após uma infecção.
- Os superpoderes atribuídos ao alho, como anti-inflamatórios, são vistos em altas concentrações, não no consumo diário.
- O famoso chá de limão com alho pode aliviar sintomas, mas não tem estudos que atestem as promessas de cura milagrosa.
- É fundamental desconfiar de promessas exageradas sobre esses alimentos, especialmente em redes sociais.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Volta e meia, o alho e o limão aparecem juntos como alguma receita milagrosa para tratar todo o tipo de doença. E é bom não confundir: os dois alimentos possuem vários benefícios à saúde e podem ser usados por quem busca o bem-estar. O que não dá para fazer é acreditar que eles são remédios!
Enquanto a fruta é rica em antioxidantes (com destaque para a vitamina C), o alho é famoso pela alicina, que tem propriedades anti-inflamatórias e até antidiabéticas. Há quem tente potencializar as vantagens de ambos unindo-os no chá de limão com alho, uma receita caseira famosa para aliviar resfriados. Mas, já adiantamos, não há estudos atestando esse poder todo.
Entenda melhor o que o limão e o alho realmente podem oferecer.
+Leia também: Comer alho cru ajuda a sua saúde? Entenda melhor essa historia
Entenda os benefícios (e seus limites)
O limão é muito utilizado (de forma equivocada) como um “tratamento” para gripes e resfriados, em função da vitamina C. Ela de fato ajuda sua imunidade, mas pelo consumo cotidiano: não adianta encher o corpo da vitamina após uma infecção já estar instalada.
A fruta cítrica também conta com vitaminas do complexo B e compostos como o limoneno e os limonoides, relacionados à ajuda na proteção das artérias.
Alguns tipos de limão, como o siciliano, se destacam por teores ainda mais elevados da vitamina C. Mas todos os tipos de limões trazem benefícios, incluindo minerais como potássio, cálcio e magnésio.
Já o alho conta com substâncias que proporcionam ações anti-inflamatória, antimicrobiana, imunomoduladora, cardioprotetora, hepatoprotetora e antidiabética. A grande questão é que boa parte desses potenciais, quando demonstrados em estudos, costuma se basear em concentrações mais altas do que você obtém na alimentação (e muito mais altas do que a encontrada no chá), e não foram testadas em seres humanos.
Na vida real, os benefícios tendem a ser mais modestos. Especificamente em relação ao alho, é preciso um cuidado extra com promessas exageradas em torno de vantagens inexistentes: ele costuma reaparecer de tempos em tempos como um “remédio milagroso” para mazelas variadas. Na pandemia, falava-se (sem qualquer comprovação) que ele ajudaria a curar a covid-19.
Chás não possuem evidência
Apesar do alho e o limão, em si, serem bastante estudados, ainda faltam estudos que se concentrem nos chás. Há pouco entendimento sobre quais compostos dos dois ingredientes passam para a água, em que quantidades, ou como eles interagem quando se prepara a bebida.
A bebida parece fazer bem: propriedades anti-inflamatórias, por exemplo, realmente podem aliviar sintomas de um resfriado ou gripe. Mas ela não trata causas de fundo e, de todo modo, os efeitos são bem mais modestos do que o prometido nas curas milagrosas que você vê nas redes sociais.
Experimentos preliminares verificaram que a decocção de alho pode manter suas atividades antioxidantes e hepatoprotetoras, mas esse benefício só foi observado em ratos e em concentrações maiores do que no chá comum.
Vale ressaltar que, embora o limão e o alho sejam, de fato, seguros para o consumo, é possível ter sensibilidades inesperadas a determinados compostos quando eles são consumidos em excesso, como pode ocorrer no chá. Caso surja qualquer efeito indesejado, suspenda o uso imediatamente e procure orientação médica.
Fonte.:Saúde Abril


