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Introdução
Sofre com gases intestinais? Entenda as causas por trás do desconforto, da alimentação à fermentação bacteriana. Descubra como chás como hortelã-pimenta, erva-doce e camomila podem aliviar os sintomas, mas lembre-se: eles são paliativos e não substituem a investigação médica para soluções duradouras. Melhore sua saúde digestiva.
- Saiba as principais causas dos gases intestinais: alimentação inadequada, fermentação bacteriana e aerofagia.
- Conheça os chás que aliviam o desconforto: hortelã-pimenta, erva-doce, camomila, boldo e erva-cidreira.
- Entenda que os chás são paliativos, não substituindo a investigação médica para a raiz do problema.
- Descubra hábitos e alimentos comuns que contribuem para a formação excessiva de gases.
- Quando consultar um profissional de saúde e as contraindicações de certas infusões.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Após as refeições, é natural que organismo humano libere gases intestinais. No entanto, caso esse processo ocorra em excesso, alguns sintomas como inchaços, dores abdominais e arrotos podem sugerir um desequilíbrio na saúde digestiva.
Nesses casos, uma alternativa muito comum para aliviar o desconforto físico – e até mesmo conter possíveis constrangimentos – é o consumo de chás. Chás de ervas, como hortelã-pimenta, erva-doce e camomila, reúnem propriedades benéficas para uma boa digestão, e podem colaborar no alívio de incômodos do dia a dia.
De todo modo, apesar de apresentar compostos que ajudam na redução de alguns desconfortos intestinais, essas infusões não devem ser usadas como substitutas de um remédio indicado por seu médico. Os chás aliviam sintomas, mas, se você sofre com esse problema de forma recorrente, pode ser necessário investigar as causas, que podem estar no seu prato ou na forma como seu corpo digere a comida.
A seguir, conheça mais sobre as causas dos excessos de gases e descubra como os chás podem ser úteis para essa situação.
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O que causa os gases intestinais?
As causas mais comuns relacionadas à gases intestinais surgem de hábitos alimentares inadequados e processos de fermentação bacteriana. Este último se caracteriza pelo processo de decomposição dos alimentos presentes no intestino, por parte das bactérias que vivem ali, auxiliando na digestão e produzindo gases como subproduto natural.
O ar engolido durante a alimentação ou a fala, por exemplo, pode permanecer no estômago por longos períodos, e é liberado principalmente por meio dos arrotos. Outro sintoma usual é o inchaço abdominal que, por sua vez, costuma estar relacionado ao acúmulo de ar no cólon ou no intestino delgado.
Já os gases que percorrem todo o nosso trato intestinal são, em geral, eliminados pela flatulência, completando o processo natural de liberação do ar produzido durante a digestão. Em média, é comum que um adulto libere gases até 20 vezes ao dia, de forma voluntária ou não (e isso nem sempre é perceptível!).
Além disso, o excesso de gases pode estar ligado à ingestão inconsciente de ar pela boca, fenômeno conhecido como aerofagia, bem como ao hábito de mascar chicletes ou balas duras e de consumir líquidos em meio à refeição.
A lista de alimentos que favorecem a formação de gases é extensa e pode variar de pessoa para pessoa. Entre os mais comuns estão feijões e lentilhas, batata-doce, couve-flor e repolho, ovos, aveia e produtos que contêm lactose, além de bebidas gaseificadas, como refrigerantes e cervejas.
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Chás para amenizar os gases
O uso de diferentes tipos de chá para aliviar mal-estares digestivos já virou rotina. É preciso salientar, contudo, que existem formas mais seguras para a manutenção da saúde intestinal, como atividades físicas regulares e hábitos alimentares de qualidade, ainda que a bebida natural ofereça propriedades positivas para organismo humano.
A hortelã-pimenta, uma planta híbrida das espécies hortelã-verde e hortelã-da-água, é uma das alternativas mais conhecidas. De nome científico Mentha x piperita, o extrato da planta é muito usado, nas práticas medicinais populares, como forma de relaxar o intestino e aliviar espasmos e inchaços abdominais. O chá também confere parte desse efeito.
Já a planta de nome científico Pimpinella anisum, mais conhecida como erva-doce, também conta com propriedades que ajudam a contornar incômodos do cotidiano. Como efeito do composto anetol – o mesmo que causa o gosto doce à boca – o chá pode promover alívios às inflamações e distúrbios digestivos, em decorrência de funções antiespasmódicas, anti-inflamatórias, antissépticas e expectorantes presentes na planta.
O chá de camomila é outra opção muito popular. Seus benefícios resultam da presença de flavonoides, terpenoides e cumarinas, compostos que, além de conferir o aroma à planta, estão associados aos resultados de sedativo no organismo, levando a efeitos calmantes. Seu uso caseiro se relaciona muito com o controle de cólicas e outros desconfortos na região do abdômen.
As folhas de boldo igualmente se revelam como forma de aliviar sintomas incômodos causados no momento de digestão. Isso porque, a planta conta com substâncias como alcaloide, flavonoides e taninos, além de propriedades anti-inflamatórias, responsáveis por amenizar dores e inchaços no estômago.
Tradicionalmente, o chá de erva-cidreira tem sido usado para aliviar desconfortos intestinais leves, como a flatulência. A planta, rica em ácidos fenólicos e flavonoides, apresenta benefícios relacionados à digestão e a diminuição de gases e cólicas.
Embora não costume haver muitas contraindicações para a maioria desses chás, grávidas, lactantes, crianças e pessoas com problemas hepáticos e renais podem ser desaconselhadas a consumir parte dessas ervas. O indicado é ouvir um médico antes. Em qualquer cenário, em caso de qualquer efeito inesperado após inserir uma infusão nova na rotina, suspenda o uso e consulte um profissional de saúde.
Fonte.:Saúde Abril


