12:39 AM
19 de maio de 2026

Chileno preso por racismo em voo da Latam diz que “não lembra” dos insultos ao comissário

Chileno preso por racismo em voo da Latam diz que “não lembra” dos insultos ao comissário

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O passageiro Germán Naranjo Maldini, que está preso, no momento em que insultava comissário por sua pele negra (Redes sociais/Reprodução)
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O empresário chileno Germán Naranjo Maldini foi preso pela Polícia Federal na sexta-feira (15) no Aeroporto Internacional de Guarulhos acusado de racismo, xenofobia e homofobia contra um comissário de bordo da Latam. O caso aconteceu cinco dias antes, em 10 de maio, durante o voo LA8070, que seguia de São Paulo para Frankfurt, na Alemanha.

Segundo investigação, o passageiro se exaltou após ser impedido pela tripulação de abrir uma das portas da aeronave durante o voo. Em vídeos gravados por outros passageiros, ele aparece insultando o comissário com ofensas homofóbicas e racistas, chamando o funcionário de “macaco”, fazendo imitações do animal e dizendo que ele teria “cheiro de negro e de brasileiro”.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça Federal. Após audiência de custódia realizada no próprio dia 15, Naranjo foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, onde permanece preso. Segundo o advogado destacado para defendê-lo, Pedro Mollo, o acusado disse que não se lembra do que disse, que estava em surto e gostaria de pedir desculpas ao comissário a quem proferiu os insultos. Ainda segundo o advogado, o passageiro teria feito uso de remédios para dormir, mas não soube dizer se havia misturado com bebida alcoólica. 

A repercussão do caso também teve efeitos no Chile. No sábado, 16 de maio, a empresa Landes, do setor pesqueiro, anunciou a demissão do executivo, que atuava havia mais de dez anos como gerente comercial da companhia. Em comunicado, a empresa afirmou que o comportamento do funcionário é “absolutamente incompatível” com seus valores e políticas internas.

A Latam declarou que está colaborando com as autoridades brasileiras e prestando apoio jurídico e psicológico ao funcionário vítima das agressões. Já o governo chileno condenou publicamente o episódio nesta segunda-feira (18).

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Fonte.:Viagen

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