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Introdução
Zé Felipe revelou usar “chip” de testosterona. O “chip” é um implante subcutâneo que libera o hormônio. Reposição hormonal só é indicada para casos específicos de hipogonadismo, após exames. Não é para todos; mudanças de hábito podem elevar a testosterona naturalmente. Uso indevido é perigoso.
- O “chip” da testosterona é um implante subcutâneo, não eletrônico, que libera hormônio gradualmente no corpo.
- A reposição hormonal só é indicada para casos de hipogonadismo, com queda acentuada e sustentada nos níveis de testosterona, comprovada por exames.
- Adultos saudáveis podem, muitas vezes, elevar a testosterona naturalmente através de mudanças de estilo de vida, como alimentação e exercícios.
- A reposição de testosterona sem necessidade ou acompanhamento médico pode resultar em níveis hormonais perigosamente altos.
- Para mulheres, a indicação científica sólida da reposição de testosterona restringe-se ao tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH) após a menopausa.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Em postagem recente, o cantor Zé Felipe revelou em suas redes sociais que vem fazendo uso de um “chip” da testosterona, buscando elevar os níveis do hormônio no corpo. Segundo ele, exames indicaram que ele está com o cortisol elevado e a testosterona baixa, o que justificaria a necessidade de reposição usando o implante hormonal.
Destacando que faz tudo “com acompanhamento médico”, Zé Felipe incentivou que os seguidores buscassem orientação profissional se estivessem se sentindo sem disposição.
Ocorre que “pouca disposição” é um sintoma genérico que pode estar relacionado a diversas questões, em geral não-médicas. Obter um extra de testosterona só é indicado em casos específicos e, com frequência, não é necessário para adultos saudáveis, que podem recuperar os níveis hormonais de outras formas.
Entenda melhor o que é o “chip” da testosterona e se realmente existem indicações para utilizá-lo.
+Leia também: As promessas da testosterona: entenda, de vez, se você deve usar ou não
O que é o “chip” da testosterona?
Para começar essa história, é bom deixar claro: o nome “chip” engana, já que a linguagem marqueteira pressupõe um dispositivo eletrônico, o que não é o caso. Na verdade, um “chip” da testosterona é um implante subcutâneo na forma de um pequeno cilindro, inserido na pele com ajuda de uma incisão.
Em geral, o implante é feito em partes do corpo com tecidos gordurosos (os glúteos são uma área preferida), pois a testosterona é lipossolúvel e bem absorvida dessa forma. Uma vez lá dentro, ele faz uma liberação lenta e gradual do hormônio, ao longo de meses. A dosagem varia de acordo com o tipo e o número de implantes.
O “chip” da testosterona é produzido e comercializado por farmácias de manipulação. Sua promessa é de estabilidade na dose de testosterona ao longo do tratamento, fugindo dos picos ou quedas abruptas que podem ocorrer nas outras abordagens.
Só que os implantes manipulados não são como produtos farmacêuticos produzidos em larga escala pela indústria. Não passam pelo mesmo controle de qualidade e nem têm sua eficácia e segurança testadas. Na verdade, eles chegaram a ser proibidos pela Anvisa e agora vivem uma espécie de “caos” regulatório.
Quando é necessário fazer reposição?
É importante ter em mente que, embora a testosterona baixa seja um problema relativamente comum nos dias atuais, isso não quer dizer que a reposição seja sempre indicada. Muitas vezes, a queda tem relação com fatores modificáveis, que incluem estresse, má alimentação, sedentarismo, uso de cigarro e álcool, problemas de sono e obesidade.
Em pessoas saudáveis que podem praticar exercícios físicos, adequar sua alimentação e mudar outros hábitos de modo a aumentar a testosterona naturalmente, a indicação mais conservadora é tentar essas abordagens antes de recorrer à reposição hormonal.
Afinal, se você tem condições de elevar a testosterona por conta própria, fazer a reposição sem necessidade pode acabar produzindo a situação oposta e também perigosa, em que o hormônio fica alto demais.
Para haver indicação de reposição, é preciso que haja uma queda acentuada e sustentada nos níveis de testosterona, comprovada em mais de um exame para medir os níveis do hormônio. Se eles estão muito aquém do indicado para a idade e as condições de saúde daquela pessoa, abre-se o diagnóstico de hipogonadismo, situação em que pode haver benefícios de uma dose extra de testosterona.
Vale destacar, ainda, que a reposição de testosterona só costuma ser necessária em homens. A grande maioria das supostas indicações para mulheres não se sustenta em evidências sólidas. Hoje, a ciência só crava os benefícios da reposição desse hormônio, para elas, em uma situação específica: o tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH), que pode ocorrer após a menopausa.
Fonte.:Saúde Abril


