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21 de janeiro de 2026

Clã Bolsonaro tenta impulsionar caminhada de Nikolas – 21/01/2026 – Política

Clã Bolsonaro tenta impulsionar caminhada de Nikolas – 21/01/2026 – Política

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Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se mobilizaram para declarar apoio à caminhada liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que saiu na última segunda-feira (19) da cidade de Paracatu, em Minas Gerais, em direção a Brasília.

Nikolas anunciou que vai caminhar por cerca de 240 km em protesto contra as condenações pela tentativa de golpe de Estado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A expectativa é que o grupo chegue em Brasília no domingo (25).

O atual pré-candidato à Presidência do grupo, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não compareceu em função de uma viagem marcada para Israel, mas se manifestou por meio de uma ligação para Nikolas e os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e André Ferreira (PL-CE), que acompanham a caminhada.

“Parabéns a você pela iniciativa”, disse o senador. Segundo Flávio, “não é um movimento de confronto, mas de esperança”.

O pré-candidato não citou o STF durante o vídeo, o que dialoga com a postura recente de Michelle Bolsonaro (PL). A ex-primeira-dama reuniu-se com o ministro Alexandre de Moraes para pedir melhores condições para o marido, preso por tentativa de golpe de Estado. Após a conversa, Bolsonaro foi transferido para a Papudinha.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também se manifestou por vídeo. “É uma boa resposta para dizer que ninguém está virando as costas para os presos políticos”, disse Eduardo, que está nos Estados Unidos desde o ano passado e por isso perdeu o mandato.

No ano passado, Nikolas e o clã Bolsonaro tiveram episódios de tensão e discussões públicas. Eduardo avaliava que o deputado não estaria se posicionando a contento em defesa do trabalho que ele fazia por sanções a Moraes nos Estados Unidos. Eduardo criticou o parlamentar publicamente e os dois fizeram as pazes depois.

Eduardo é réu acusado de coação no curso do processo que investigou o golpe de Estado, por ter articulado sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras para tentar influenciar o julgamento de seu pai.

Pré-candidato ao Senado em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-SC) juntou-se pessoalmente ao movimento na terça-feira (20) representando o clã, após pedidos de Eduardo e Flávio Bolsonaro.

“Essa consideração que ele [Nikolas] está tendo não só conosco mas com os presos políticos do 8 de Janeiro demonstrou uma maturidade gigantesca a dar mais um pontapé numa nova batalha”, afirmou o segundo filho do ex-presidente. O vídeo com a justificativa de Carlos foi republicado nas redes do PL Nacional, que está acompanhando e divulgando a manifestação.

Para o deputado federal Carlos Jordy (PL-SP), vice-líder da Minoria na Câmara dos Deputados, o apoio do clã Bolsonaro “é muito simbólico” e demonstraria que o grupo está no caminho certo. “Tudo isso só está acontecendo por conta do presidente Bolsonaro, porque foi ele que deu início a todo esse movimento da direita no nosso país.” Ele também se juntou à caminhada na tarde de terça-feira (20).

A deputada Bia Kicis (PL-DF) disse à Folha que vai se reunir ao movimento. “O povo estava cobrando algo assim dos parlamentares”, afirmou.

O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL, disse que “toda manifestação individual ou coletiva para demonstrar as fragilidades da democracia relativa são válidas”.

Em carta que justifica a caminhada, Nikolas Ferreira fala em “desumanização dos brasileiros presos após o dia 8” e “perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro”.

Ele também não cita o STF diretamente, apesar de apontar ações ligadas ao tribunal. O deputado aponta a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, que previa a redução de penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, como uma das demandas do movimento.

No ano passado, o projeto foi aprovado pelo Congresso apesar da defesa de uma anistia total pelos bolsonaristas. No início de janeiro, Lula vetou integralmente a proposta. O veto deverá ser analisado pelo Congresso Nacional, que está em recesso até o dia 2 de fevereiro. Nikolas planeja chegar a Brasília no dia 25 de janeiro e diz que a manifestação será pacífica.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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