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Introdução
O humorista Marquito está em coma induzido após acidente de moto. Entenda o que é o procedimento: uma sedação profunda que protege o cérebro, reduz dores e otimiza a recuperação. Saiba como é feito e em quais casos, como o de Marquito, essa técnica é crucial para a saúde do paciente.
- Marquito, humorista do SBT, está em coma induzido após sofrer um acidente de moto em São Paulo.
- O coma induzido é uma sedação farmacológica profunda que busca proteger o cérebro e otimizar a recuperação.
- Entenda a diferença: não é um “coma” no sentido clássico, mas um repouso estratégico para o organismo.
- A técnica é indicada em casos de lesão cerebral, traumas graves e outras condições para controle da dor e estabilização.
- O procedimento é realizado em UTI, com ventilação mecânica e monitoramento contínuo até a recuperação gradual.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O humorista Marco Antonio Ricciardelli, mais conhecido como Marquito, está em coma induzido após sofrer um acidente de moto na última quarta-feira (25) em São Paulo.
Famoso por sua carreira no SBT, participando de shows como o Programa do Ratinho, o artista, de 65 anos, teria sofrido um mal súbito enquanto pilotava o veículo, o que causou o acidente.
Informações divulgadas pelo portal Léo Dias indicam que ele perdeu controle da motocicleta e, com o impacto, teve ferimentos no rosto e uma fratura na costela.
Além disso, ao cair, Marquito teria atingido outra moto, conduzida por um enfermeiro. O profissional de saúde prestou os primeiros socorros ainda no local e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
O que é o coma induzido?
Apesar do nome, não se trata exatamente de um “coma” no sentido clássico. O chamado coma induzido é uma sedação farmacológica profunda, provocada por medicamentos anestésicos e sedativos administrados em ambiente de Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
Essas drogas reduzem o nível de consciência, diminuem o metabolismo cerebral e o fluxo sanguíneo, ajudando a controlar a resposta do organismo ao trauma. É como se os médicos colocassem o cérebro em um repouso estratégico para protegê-lo.
O objetivo do método é manter a segurança do paciente, além de diminuir dores físicas, ansiedade e desconfortos, em casos muito graves.
Quando o coma induzido é indicado?
A técnica é usada principalmente quando há risco de lesão cerebral secundária, aquela que não acontece no momento do impacto, mas nas horas ou dias seguintes.
Ela é recomendada, por exemplo, em casos de traumatismo cranioencefálico, pois pode ocorrer inflamação e inchaço (edema) cerebral ou aumento da pressão dentro do crânio.
Isso acontece porque o impacto do trauma pode causar lesões vasculares ou contusões, resultando no acúmulo de líquido nos tecidos cerebrais.
Além disso, o como induzido também pode ser indicado nos seguintes casos:
- Crises epilépticas que não respondem aos medicamentos usuais;
- Grandes infartos, arritmias graves ou insuficiência cardíaca;
- Insuficiência respiratória severa, como em pneumonias extensas;
- Acidente Vascular Cerebral (AVC) de grande proporção;
- Pós-operatórios complexos, sobretudo em cirurgias neurológicas ou cardíacas;
- Dor extrema que não responde aos analgésicos convencionais, como em grandes queimaduras.
Em todos esses cenários, o objetivo é controlar dor e agitação, bem como evitar que o organismo entre em colapso diante do estresse extremo.
Como é feito?
Como visto, o procedimento ocorre na UTI, com monitorização contínua dos sinais vitais. Como a sedação profunda compromete a respiração espontânea, o paciente geralmente precisa de ventilação mecânica.
As medicações são administradas por via intravenosa, com doses ajustadas de acordo com a resposta clínica. A duração do coma induzido varia conforme a gravidade do quadro e a evolução do paciente. Quando os médicos avaliam que é seguro, a sedação é reduzida gradualmente para que a pessoa desperte.
Em situações como a de Marquito, a estratégia funciona como uma medida de proteção, uma pausa controlada para permitir que o corpo se recupere do trauma.
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Fonte.:Saúde Abril


