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29 de julho de 2026

Como a morte do pai mudou Jão e sua relação com a música, a fé e as redes

Como a morte do pai mudou Jão e sua relação com a música, a fé e as redes

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Jão, de cabelos escuros e bigode, veste terno preto, camisa branca e gravata preta, enquanto está sentado em uma poltrona. Ele sorri discretamente e olha para fora do enquadramento, em um ambiente escuro iluminado por luz direcionada.

Crédito, Divulgacão

Legenda da foto, Jão em entrevista à BBC News Brasil no Masp, o Museu de Arte de São Paulo

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“Na hora em que tudo aconteceu/ a padaria serviu pães, o hospital fez mães”, canta Jão na primeira faixa de seu novo álbum, Memórias Póstumas, que ele compôs em homenagem a seu pai, Carlos Alberto Balbino, que morreu no ano passado de arritmia.

A crueza com que ele se aproxima da perda, algo que atravessa toda a sua discografia e que atrai fãs e detratores em igual medida, foi a maneira que o cantor encontrou de lidar com o luto enquanto se afastou dos holofotes por um ano e meio.

“Quando você passa por isso, é exposto a um sentimento que ninguém nunca te ensinou, porque não existe comparação. Você é apresentado a uma nova lente da vida”, diz Jão ao receber a BBC News Brasil no Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde gravou um de seus novos clipes.

“Parece, inclusive, que quem já perdeu pessoas tem uma ligação quase familiar, sanguínea, entre si. A gente se entende de uma maneira que eu não entendia antes.”

A ideia do artista, um dos mais populares da atualidade no país, principalmente entre os jovens da geração Z, era se afastar do trabalho para descansar e maturar seu próximo trabalho, após uma turnê que reuniu 500 mil pessoas em estádios de 13 cidades do país, com três apresentações esgotadas no Nubank Parque, o antigo Allianz Parque, casa do Palmeiras, em São Paulo.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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