Muito mais do que uma sala VIP, o BTG Pactual opera há mais de um ano um terminal próprio – e muito VIP – no Aeroporto de Guarulhos. Isso significa que o espaço de 2.400 m² fica em uma área totalmente separada do aeroporto: para quem chega de carro, é preciso passar pelo Terminal 3 e seguir por mais 250 metros até chegar a um portão de madeira, atrás do qual se esconde o Terminal BTG Pactual.
Uma vez lá dentro, não há qualquer contato com outras partes do aeroporto. Todos os procedimentos de check-in, raio-X, despacho de bagagem e alfândega são feitos ali mesmo, sem filas. Depois, um carro elétrico leva direto para a aeronave. Enquanto o momento do embarque não chega, a espera é em um espaço confortável, bonito e, acima de tudo, silencioso, com menu assinado pelo chef Ivan Ralston, do TUJU, e coquetelaria por Ricardo Miyazaki, do The Punch Bar.
O conceito já existia em outros países há algum tempo, mas até então era inédito na América Latina. Diferente de uma sala VIP, o terminal VIP não é exclusivo para clientes do banco BTG Pactual. Qualquer um pode solicitar uma reserva pelo site, mediante pagamento de US$ 590 e, claro, dependendo da disponibilidade no dia e horário desejado (o espaço opera com capacidade máxima de 14 passageiros).
No meu caso, um dia depois de ter feito a solicitação de reserva recebi uma mensagem no Whatsapp avisando que havia uma alta demanda na data da minha viagem e que, por isso, eu estava em uma lista de espera. A reserva foi confirmada 15 dias depois da minha solicitação, faltando apenas 2 dias para o voo. Por isso, vale fazer o pedido o quanto antes e ter um plano B preparado.
Veja, a seguir, como foi a experiência da VT por lá:
A CHEGADA
Note que no primeiro parágrafo eu disse “para quem chega de carro”. Isso porque há quem chegue ao terminal do BTG de helicóptero. O serviço, feito em parceria com a Revo, custa um adicional de US$ 360, com partida de diferentes helipontos em São Paulo. Também é possível solicitar que um motorista te busque em um veículo blindado da Volvo, por US$ 120.
Como eu não tinha contratado nenhum desses transportes, dois dias antes do voo um concierge entrou em contato comigo pelo Whatsapp para confirmar o horário estimado de chegada ao aeroporto, a placa e o modelo do carro que me levaria até o terminal.
Encontrar a entrada do terminal VIP foi fácil. É possível traçar uma rota até lá usando o Waze e o Google Maps, mas a verdade é que não tem muito erro: basta passar pelo Terminal 3 e seguir em frente. Depois, foi só informar o meu nome para que abrissem o portão.

CHECK-IN, DESPACHO DE BAGAGEM, RAIO-X E ALFÂNDEGA
Assim como todos os terminais do aeroporto, o espaço se divide em duas áreas, que são as utilizadas antes e depois do controle de segurança. No caso do Terminal BTG Pactual, as boas-vindas são em uma sala com sofás e poltronas que têm vista para um jardim ao ar livre.
Quando cheguei, a equipe já estava à minha espera e logo se prontificou a me acomodar em uma das poltronas. Enquanto isso, um dos funcionários foi até o guichê da British Airways no Terminal 3 para fazer meu check-in, pegar meu cartão de embarque e as etiquetas da minha bagagem. Eu nada tive que fazer além de tomar o meu welcome drink: em impressionantes 15 minutos, já estavam de volta com a papelada.
Caso eu quisesse fazer algum ajuste final na bagagem, aquela era a hora. Muito solícita, a equipe oferece suportes, daqueles que você coloca a mala aberta, para o caso do passageiro querer guardar ou retirar algo da bagagem que será despachada.
Como eu não quis fazer nenhuma mudança de última hora, logo minha mala foi etiquetada. O despacho final é feito pela própria equipe do terminal, então me despedi dela ali mesmo antes de seguir para o raio-X, onde não havia ninguém além de mim e a equipe de segurança. Na sequência, apresentei meu passaporte para um agente da polícia e pronto: em questão de minutos eu tinha passado pelo controle alfandegário.

A ESPERA
Toda a primeira parte durou apenas 30 minutos. Rapidinho eu já estava a postos na sala de embarque do terminal, maior do que o ambiente anterior. O espaço tem vista para as pistas de pouso e decolagem, mas mesmo assim eu mal lembrava que estava em um aeroporto.
Além de mim, havia outros quatro passageiros e o silêncio chegava a ser quase constrangedor. Bom que há muxarabis separando mesas e poltronas, o que dá uma sensação maior de privacidade. Em tempo: para quem quer um espaço realmente privativo, é possível reservar só para você um lounge (US$ 590) ou mesmo uma sala com lavabo (US$ 990).

Aos poucos, fui me distraindo e habituando com o ambiente. Principalmente quando chegou às minhas mãos o menu assinado pelo chef Ivan Ralston. Nada de buffet com mini porções, como se vê em algumas salas VIP por aí. A proposta aqui é fazer o seu pedido a la carte, com entrada, prato principal e sobremesa.
Em busca de um almoço leve antes de pegar o voo, optei pelo tartare de salmão com avocado e ovos de Ikura; o arroz “mar e montanha”, que leva caldo de codorna, lagostim e lula grelhada; e o “pingado”, sobremesa inspirada no tiramisù. Estava tudo divino, com destaque especial para o arroz, saborosíssimo. Entre as outras opções, me chamaram atenção brasilidades como o tacacá e a entradinha de pamonha de milho verde com mexilhões. E há ainda sanduíches para quem quer fazer uma refeição mais leve e pratos kids.
Além de vinhos e champanhes, o bar, que leva a assinatura de Ricardo Miyazaki, está sempre a postos para expedir drinques clássicos ou criar bebidas a partir das suas preferências pessoais.

Terminada a refeição, escolhi esticar as pernas em um dos divãs, onde travesseiros e mantas ficam à disposição para quem quiser tirar um cochilo. Pedi um chá de camomila na esperança de que isso me ajudasse a dormir no voo e relaxei. Mas relaxei mesmo, a ponto de esquecer da viagem. Foi em um sobressalto que percebi que não estava acompanhando o status do meu voo, por um motivo simples: propositalmente, não há nenhum painel de voo dentro do Terminal BTG Pactual. Um dos funcionários logo me acalmou dizendo que eles estavam acompanhando o voo e me avisariam quando estivesse chegando o momento de embarcar.

Como a hora estava se aproximando, resolvi dar uma passada em um dos espaçosos banheiros. Tudo o que você possa precisar para dar um refresh no look antes do voo está ali. Há chuveiro com xampu, condicionador e sabonete líquido da Le Labo, além de toalha, chinelos e secador de cabelo. Percebi que tinha deixado a minha escova de dentes na mala despachada, e uma funcionária logo trouxe um kit dental com escova, pasta de dentes e fio dental.

Por fim, vale dizer que na sala de embarque há tomadas por todos os cantos, assim como revistas de lifestyle e livros de arte para folhear. Um balcão ao lado do bar reúne snacks para levar no voo, como mix de castanhas e pipocas doces. Não há um espaço dedicado às crianças, mas quem viaja com bebês encontra um cercadinho com livros e brinquedos voltados para os menorzinhos.


O EMBARQUE
A parte mais interessante da experiência do Terminal BTG Pactual talvez seja justamente o embarque. Depois de ser avisada por um dos membros da equipe de que tinha chegado minha hora de partir, recolhi minhas coisas com calma e segui para um dos veículos elétricos da Volvo que ficam estacionados logo em frente.
O carro seguiu pelas laterais da área onde ficam as pistas de pouso e decolagem, passando bem pertinho das aeronaves, e me deixou aos pés do avião da British Airways que me levaria para Londres.
Um funcionário do aeroporto já estava lá me aguardando e subimos juntos de elevador por uma torre, que estava conectada ao finger. Ali, um membro da tripulação da British Airways checou meu passaporte e meu cartão de embarque e fui liberada para seguir em direção à aeronave. Ou seja: em nenhum momento eu sequer pisei dentro do Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos.

SERVIÇO
O acesso ao Terminal BTG Pactual custa US$ 590 e as solicitações podem ser feitas pelo site oficial. A reserva é mediante disponibilidade e recomenda-se fazer o pedido com antecedência. É possível contratar serviços adicionais, como transporte de helicóptero (US$ 360) ou de Volvo blindado (US$ 120) e salas privativas sem (US$ 590) ou com lavabo (US$ 990). Não é preciso ser cliente do banco BTG Pactual e tampouco ter uma passagem na classe executiva ou primeira classe para usar o serviço.
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Fonte.:Viagen


