O robô aspirador é um aliado na hora de realizar uma faxina, especialmente para limpezas periódicas e relativamente leves. No entanto, é recomendado ter em mente algumas informações essenciais para fazer a melhor compra e não se decepcionar com o que o produto tem a oferecer.
Potência de sucção e pano
A potência de sucção é uma das medidas mais importantes a considerar antes da compra, pois ela determina a capacidade do aparelho de remover a sujeira de forma completa. Essa força é medida em Pascais (Pa) e define a eficácia do equipamento em diferentes superfícies.
Modelos básicos possuem entre 2.000 e 3.000 Pa, sendo ideais para pisos duros e sujeiras leves, como cabelos e poeira superficial. Mesmo neste nível, o desempenho pode ser satisfatório em faxinas mais simples.
No entanto, é possível obter força extra na categoria de 4.000 a 6.000 Pa, recomendada para pisos mistos e carpetes de pelo curto. Há ainda os dispositivos avançados entre 7.000 e 20.000 Pa, que servem para carpetes médios ou altos, lares com animais e detritos pesados.
Para otimizar o consumo de energia e duração de bateria, alguns modelos ajustam a sucção automaticamente ao detectar carpetes. Essa pode ser uma característica importante a considerar no momento de escolher um robô mais forte.
Também é importante definir se vale a pena comprar um modelo que passa pano, função que pode ser identificada nos anúncios pelo termo “mopping”. Neste caso, existem alguns tipos diferentes de implementação da tecnologia.
- Mop básico: um pano na parte inferior, que remove apenas poeira superficial.
- Mops rotativos: utilizam rotação de alta velocidade e pressão para, de fato, “esfregar” o chão e remover manchas mais persistentes;
- Mop de rolo: sistema mais avançado que utiliza tanques de água e auto-limpeza constante do rolo para evitar contaminação cruzada (ou seja, que a sujeira limpada anteriormente volte para o chão em outra posição).
Existem ainda outras tecnologias específicas para cada modelo, como a função de levantamento que eleva o pano ao detectar carpetes para evitar molhá-los. Também varia o valor de pressão descendente, ou seja, a força aplicada contra o piso para simular a limpeza manual.
Navegação e sistemas de autolimpeza
Robôs avançados utilizam sistemas de navegação para reconhecer o formato dos cômodos e desviar de obstáculos por meio de diferentes tecnologias. Sensores de colisão e infravermelho representam a tecnologia mais básica, que ainda exige a remoção de objetos do chão.
Por sua vez, o sensor LiDAR é mais sofisticado e permite a criação de mapas 2D precisos em tempo real para ver no celular. Em alguns modelos, existem as câmeras RGB aliadas à inteligência artificial para reconhecer e desviar de objetos comuns, como sapatos e cabos.
Outra funcionalidade que pode ser interessante procurar é a presença de sensores de queda, que impedem que o robô caia de escadas ou degraus.
Também é necessário procurar pelas características da base, que é o local para onde o robô se desloca ao fim do trabalho, seja por navegação automática ou transporte manual.
O tipo de base determina o nível de interação humana necessária com o produto. A base de carregamento simples, por exemplo, apenas recarrega a bateria, enquanto a estação de auto-esvaziamento coleta o pó automaticamente.
Nestas estações, os sacos de pó podem durar mais de 60 dias antes da necessidade de manutenção, dependendo do aparelho. Já a estação considerada “tudo em um” pode carregar, esvaziar o pó, lavar o mop com água (por vezes quente), secar com ar quente e reabastecer o tanque do robô.
Em termos de conectividade, é importante perceber o que o robô oferece. Recursos tecnológicos adicionais incluem a conectividade via aplicativos, com suporte para agendamentos, criação de zonas proibidas e limpeza por cômodos.
Aparelhos ainda podem oferecer compatibilidade com assistentes de voz para comandos naturais e filtros HEPA, que retêm mais de 99% de alérgenos. Já as tecnologias anti-emaranhamento em escovas são projetadas para evitar que pelos e cabelos travem o rolo.
Robôs aspiradores não fazem todo o trabalho sozinho
Independentemente do modelo escolhido, é essencial entender que o robô aspirador não substitui todo o trabalho de faxina sozinho. Afinal, costuma ser ideal para sujeiras leves e médias.
Para frestas profundas, limpeza de estofados, ou remoção de partículas grandes/objetos, ainda será necessária a faxina manual.
Além disso, com exceção de modelos recentes vistos em feiras de tecnologia, os robôs não percorrem escadas ou degraus grandes. Também é preciso fazer a preparação prévia do ambiente antes de ligar o robô, com a retirada de itens soltos e fios do chão.
Ainda em termos de manutenção, ações como a limpeza de escovas e sensores, além da troca periódica dos filtros, são muito importantes para garantir o desempenho e a vida útil do aparelho. Não há como “largar” o robô e esperar que ele resolva toda a limpeza.
*Texto escrito pelo repórter Vinicius Moschen, do Canaltech, em colaboração para a CNN Brasil
Fonte: CNN Brasil