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8 de janeiro de 2026

Conheça a Truth Social, rede em que Trump postou Maduro – 05/01/2026 – #Hashtag

Conheça a Truth Social, rede em que Trump postou Maduro – 05/01/2026 – #Hashtag

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Era ainda madrugada de sábado (3), quando, às 6h21 (horário de Brasília), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou o ataque à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa na sua rede Truth Social.

O post original, que acumula cerca de 100 mil curtidas, está acompanhado de uma série de respostas e memes elogiosos ao mandatário. Uma postagem diz preferir “explodir mil narcoterroristas a ter uma criança americana morrendo de overdose”, enquanto outra questiona “como você prendeu Maduro, mas ninguém do Partido Democrata?”.

Uma linha do tempo com opiniões conservadoras e atualizações de Trump, seu governo e aliados é, prioritariamente, o que a Truth Social entrega. A rede foi lançada em fevereiro de 2022 pela Trump Media & Technology Group, fundada em 2021 pelo presidente americano, com o alegado objetivo de ser uma plataforma “livre da discriminação política” e da censura.

Seu lançamento ocorreu na esteira do banimento imposto a Trump por outras redes sociais, como o então Twitter, Facebook e Instagram, devido à repercussão da invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. À época, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, disse que a decisão levava em conta o risco de uso da plataforma por Trump “para incitar uma insurreição”.

Ainda que as suspensões tenham caído ao longo dos anos seguintes, o episódio é um dos motivos para a criação da Truth Social. “Para combater esse perigoso exercício do poder de monopólio das big tech, a Truth Social pretende igualar o campo de jogo, fornecendo uma plataforma de mídia aberta onde pessoas podem compartilhar e criar conteúdo sem medo de danos à reputação”, descreve o texto de apresentação no Google Play Store.

Na prática, basta deslizar no feed para verificar a predominância do discurso conservador, ligado às ideias do movimento Maga, e de demonstrações de apoio ao governo Trump.

O direcionamento ideológico fica exposto desde o primeiro momento na plataforma. Ao criar um perfil, o usuário passa a seguir automaticamente uma série de contas. No caso do #Hashtag, foram 102: os perfis de Trump, do vice-presidente J. D. Vance, do secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, e páginas de políticos e da imprensa ligadas à direita e à extrema direita

Os termos de serviço proíbem incitação de violência, spams e postagens com nudez ou pornografia, prevendo remoção de conteúdo noutra série de casos, mas a transparência da moderação é alvo de críticas. Em 2025, um estudo conduzido pela Universidade de Notre Dame demonstrou que a rede favorece a criação de “câmaras de eco” na medida em que fortalece narrativas internas, especialmente aquelas suscitadas por Trump, e pouco proporciona interação entre visões dissonantes.

No aspecto visual, a Truth Social se assemelha ao X e ao Bluesky, com um feed de postagens e uma lista de temas em alta. Por lá, os posts se chamam “truths” (verdades), e usuários podem se juntar a grupos, públicos e privados, em torno de variados temas —o maior deles, Make America Great Again, tem 1,5 milhão de membros. Dados oficiais do número total de usuários nunca foram divulgados, e análises de terceiros têm uma variação alta, com estimativas entre 2 milhões a 6 milhões de usuários ativos mensais.

Por US$ 9,99 ao mês, usuários podem ainda garantir um selo de verificado —incluído no pacote “patriota”— e ter acesso à Truth+, plataforma de streaming de vídeos que diz reunir “filmes anti-woke, canais de notícia ao vivo, conteúdo cristão e mais”.

Desde agosto de 2025, usuários da rede também têm acesso ao Truth Search AI, sistema de busca com inteligência artificial.

O #Hashtag testou a funcionalidade questionando se o ataque à Venezuela e a captura de Maduro foram ações ilegais à luz do direito internacional. O sistema respondeu que não, argumentando que a ação militar cumpre uma acusação federal contra o ditador venezuelano por narcoterrorismo, medida que se sobreporia aos princípios previstos na Carta da ONU. Para elaborar a resposta foram usadas apenas fontes da Fox News.


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Fonte.:Folha de S.Paulo

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