8:37 PM
26 de fevereiro de 2026

Curado | VEJA SÃO PAULO

Curado | VEJA SÃO PAULO

PUBLICIDADE


Resenha por Saulo Yassuda

Muita coisa parece meio deslocada no Curado. Portas e janelas velhas estão fixadas no teto da varanda, mas o lugar, aberto em janeiro, se mostra arrumadinho. Um pequeno salão de chão quadriculado e um quintal arborizado fazem ainda parte do cenário do bar, montado por empresários que confiaram ao gerente Vinicius Vella a operação. O cardápio tem a simplicidade de um boteco, com alguma influência da Espanha e certo refinamento na escolha dos ingredientes. Lembra menus dos novos botequins de Santa Cecília e foi elaborado pelo chef-executivo (e influenciador digital) Filipe Duarte, que veio de Santa Catarina para cuidar da casa. Com os petiscos predominando nas sugestões, o cozinheiro indica a porção de croqueta de milho com bacon (R$ 45,00), que tem gostinho de creme de milho. Misturada à mesa pelo garçom, como nos huevos rotos espanhóis, a batatonese de polvo (R$ 89,00) traz purê e cubinhos de batata cozida, vinagrete de polvo, picles de salsão e de cebola, maionese e ovo frito de gema mole. Resulta em uma salada refrescante, de sabores bem construídos. Cheio de personalidade, o arroz de rabada (R$ 72,00) ganha o toque da maionese de pimenta-de-cheiro e o frescor de cebola-roxa, maxixe e pimenta-biquinho em conserva e agrião. O público parece eclético na hora de beber. Há quem fique nas cervejas em garrafa de 600 mililitros (a partir de R$ 22,00); outros preferem um vinho nacional da carta; e há quem opte por drinques como o sofia na bahia (R$ 48,00), coquetel clarificado e gaseificado de cachaça, siriguela, gengibre e especiarias. Parte das misturas foi criada pelo expert Fábio La Pietra. Mais uma evidência de que de básico o Curado não tem nada.

 

Informações checadas em fevereiro de 2026.

 



Fonte.: Veja SP Abril

Leia mais

Rolar para cima