Ler Resumo
Introdução
Dor nas pernas ao caminhar pode ser Doença Arterial Periférica (DAP), um problema grave de obstrução arterial. A condição aumenta o risco cardiovascular e não deve ser ignorada. Conheça os sintomas, fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce para proteger sua saúde e mobilidade.
- Dor nas pernas ao caminhar, que alivia com descanso (claudicação intermitente), é o sintoma chave da DAP.
- Tabagismo, diabetes, hipertensão e colesterol alto são os principais fatores de risco.
- Sinais como pés frios, feridas que não cicatrizam e dor em repouso indicam fases avançadas.
- A DAP não afeta só as pernas; é um alerta para riscos cardiovasculares no coração e cérebro.
- O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar complicações e preservar a mobilidade.
Este resumo foi útil?
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A dor nas pernas ao caminhar, que melhora com o descanso, costuma ser atribuída ao cansaço, à idade ou a problemas musculares. Porém, esse incômodo pode ser um dos principais sinais da doença arterial periférica (DAP), condição em que as artérias que levam o sangue para as pernas ficam obstruídas.
De evolução lenta e silenciosa, a DAP é mais comum do que se imagina e está diretamente ligada a um risco maior de eventos cardiovasculares graves.
O que é a doença arterial periférica e por que ela aparece
A doença arterial periférica ocorre quando placas de gordura se acumulam nas artérias, estreitando ou bloqueando o fluxo de sangue. Esse processo, chamado aterosclerose, é o mesmo que causa infarto e derrame, mas, na DAP, afeta principalmente os membros inferiores.
Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, o diabetes, a hipertensão, o colesterol alto, o sedentarismo e o envelhecimento.
Quem tem histórico de doença cardiovascular também tem mais chances de desenvolver o problema. Com a redução do fluxo, os músculos das pernas recebem menos sangue e oxigênio durante o esforço, o que provoca dor intensa ao caminhar e faz a pessoa interromper a atividade.
Sintomas
O sintoma mais característico da DAP é a chamada claudicação intermitente: dor, queimação ou câimbras nas pernas ao andar, que desaparecem após alguns minutos de descanso. A intensidade varia conforme o grau de obstrução e pode surgir depois de poucos metros ou apenas em caminhadas mais longas.
Nas fases mais avançadas, os sinais ficam mais evidentes: pés frios, palidez ou escurecimento da pele, queda de pelos nas pernas, unhas frágeis e feridas que demoram a cicatrizar.
Em casos graves, a dor pode aparecer mesmo em repouso, indicando comprometimento importante da circulação. Esses sintomas exigem avaliação médica imediata para evitar complicações, como infecções e risco de amputação.
Diagnóstico precoce e tratamento fazem a diferença
O diagnóstico da doença arterial periférica é feito por avaliação clínica e exames específicos, como o índice tornozelo-braquial e o ultrassom Doppler, que avaliam o fluxo de sangue nas artérias. Quanto mais cedo a condição é identificada, maiores são as chances de controle com medidas menos invasivas.
O tratamento envolve mudanças no estilo de vida, com abandono do tabagismo e controle rigoroso da pressão, do colesterol e da glicemia, além da prática regular de exercícios supervisionados, que ajudam a estimular a circulação.
Em alguns casos, são indicados medicamentos para melhorar o fluxo ou reduzir o risco cardiovascular. Procedimentos endovasculares ou cirúrgicos ficam reservados para quadros mais avançados.
A doença arterial periférica não afeta apenas as pernas: ela é um marcador de risco para todo o sistema cardiovascular. Por isso, dor ao caminhar não deve ser normalizada.
Investigar os sintomas e iniciar o tratamento adequado pode preservar a mobilidade, prevenir complicações e proteger o coração e o cérebro a longo prazo.
*Andréa Klepacz é cirurgiã vascular e membro da Brazil Health
(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)
Compartilhe essa matéria via:
Fonte.:Saúde Abril



