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Introdução
O esporão de calcâneo causa dor no calcanhar devido a um crescimento ósseo por sobrecarga. Entenda por que ele surge, quando os sintomas aparecem (aquela pontada ao pisar!) e as melhores formas de tratamento para aliviar o incômodo e retomar suas atividades sem dor.
- O esporão é um crescimento ósseo no calcanhar, provocado por sobrecarga e trações repetidas.
- Fatores como calçados inadequados, excesso de peso e longas caminhadas favorecem seu surgimento.
- A dor, como uma pontada aguda, surge quando há inflamação na região, não pelo esporão em si.
- O diagnóstico é simples, feito por raio-X, e a maioria dos casos não exige cirurgia.
- Tratamentos conservadores incluem repouso, gelo, calçados adequados, alongamentos e fisioterapia.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O esporão de calcâneo é uma das causas mais comuns de dor no calcanhar, especialmente em pessoas que caminham longas distâncias, praticam atividades de impacto ou ficam muito tempo em pé.
Embora muitas vezes seja descoberto por acaso em exames de raio-X, em alguns casos, ele se torna sintomático, gerando aquela pontada aguda ao pisar – como se houvesse uma pedra dentro do sapato.
Entender por que o esporão aparece e quando ele realmente causa dor é essencial para direcionar o tratamento e evitar limitações no dia a dia.
Por que o esporão aparece
O esporão de calcâneo é um pequeno crescimento ósseo que surge na região inferior ou posterior do calcanhar. Ele se forma como resposta do corpo a trações repetidas e à sobrecarga mecânica.
Quando músculos e tendões que se inserem no calcâneo – principalmente o tendão de Aquiles e estruturas da cadeia posterior – sofrem tensão constante, o organismo reage produzindo cálcio na tentativa de fortalecer a área.
Alguns fatores favorecem esse processo: uso de calçados rígidos ou com pouco amortecimento, aumento repentino de treinos de corrida ou caminhada, excesso de peso e encurtamentos musculares, especialmente da panturrilha.
Pessoas que passam muitas horas em pé também têm maior risco de desenvolver o problema. É importante destacar que o esporão não surge “de um dia para o outro”; ele é consequência de meses ou anos de sobrecarga acumulada.
Quando o esporão dói – e quando não dói
Nem todo esporão causa dor. Muitas pessoas convivem com esse achado sem sequer saber que ele existe. A dor aparece quando há inflamação ao redor do crescimento ósseo, provocada pelo atrito repetido e pelo impacto direto no calcanhar.
O sintoma mais típico é a pontada aguda ao pisar, principalmente pela manhã ou após ficar muito tempo sentado. Alguns descrevem a sensação como “pisar em uma agulha” ou “sentir uma pedrada no calcanhar“.
A dor costuma piorar em superfícies rígidas, com calçados muito duros ou após caminhadas longas. Em casos mais avançados, pode haver inchaço, queimação e desconforto ao apoiar o peso.
O diagnóstico é simples e geralmente confirmado por raio-X, que identifica o crescimento ósseo e ajuda a excluir outras causas de dor na região.
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Como aliviar os sintomas e evitar a progressão
O tratamento inicial é conservador e inclui medidas para reduzir a inflamação e a sobrecarga. Gelo após a atividade física, repouso relativo e anti-inflamatórios podem aliviar os sintomas nos momentos de crise. A troca de calçados por modelos mais macios e com bom amortecimento faz grande diferença, assim como o uso de palmilhas de silicone, que suavizam o impacto sobre o calcanhar.
Alongamentos da panturrilha e do tendão de Aquiles são recomendados para diminuir a tração sobre o osso e melhorar a mecânica da pisada. Em muitos casos, a fisioterapia ajuda a restaurar o equilíbrio muscular e corrigir padrões de movimento que favorecem a dor.
Para quadros persistentes, terapias como ondas de choque mostram bons resultados, estimulando a cicatrização dos tecidos irritados. A cirurgia é reservada apenas para situações raras, quando a dor não melhora com nenhuma outra abordagem.
O esporão de calcâneo pode ser desconfortável, mas raramente é grave. Com diagnóstico preciso e tratamento direcionado, a maioria das pessoas volta a caminhar sem dor e retoma suas atividades normalmente. O mais importante é não ignorar o incômodo inicial – quanto antes a sobrecarga for corrigida, menor é o risco de que o problema progrida.
*Marina Melhado é ortopedista e traumatologista, membro da Brazil Health
(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

Fonte.:Saúde Abril


