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19 de janeiro de 2026

Eleições em Portugal: por que avanço do Chega é trunfo da direita radical, mesmo com pouca chance de vitória

Eleições em Portugal: por que avanço do Chega é trunfo da direita radical, mesmo com pouca chance de vitória

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O líder do Chega, André Ventura, comemora o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais portuguesas em Lisboa, em 18 de janeiro de 2026.

Crédito, AFP

    • Author, Ruth Costas
    • Role, De Portugal para a BBC News Brasil
  • Tempo de leitura: 9 min

A passagem do candidato André Ventura para o segundo turno das eleições presidenciais portuguesas, previsto para 8 de fevereiro, é considerada um trunfo estratégico para o seu partido, o Chega, de direita radical, ainda que suas chances de vitória sejam pequenas.

Entre a comunidade brasileira no país, cresce o temor de que esse fortalecimento se traduza em políticas migratórias mais duras e em um ambiente mais hostil, com maior tolerância à xenofobia.

O primeiro turno da votação presidencial aconteceu no domingo (18/1). Foi a primeira vez em 40 anos que nenhum candidato conseguiu os mais de 50% dos votos necessários para evitar um segundo turno.

António José Seguro, ex-secretário-geral do Partido Socialista (PS), de centro-esquerda, ficou em primeiro lugar, com 31,1% dos votos. Ventura foi o segundo mais votado, com 23,5% — ligeiramente acima dos 22,8% obtidos pelo Chega nas eleições legislativas do ano passado.

O fortalecimento da direita radical tem sido um dos fenômenos de maior impacto na política portuguesa nos últimos anos.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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