7:09 PM
21 de janeiro de 2026

Em caminhada, Nikolas lembra de Daniel Silveira e Jair Bolsonaro

Em caminhada, Nikolas lembra de Daniel Silveira e Jair Bolsonaro

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No terceiro dia da caminhada de 240 quilômetros entre Paracatu (MG) e Brasília (DF), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) lembrou do ex-deputado federal Daniel Silveira e do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Nos dias anteriores, Nikolas havia citado casos de presos do 8 de janeiro, como Debora Rodrigues e Coronel Naime.

“E hoje eu quero lembrar de Daniel Silveira”, disse Nikolas por volta das 10h desta terça-feira (21). Segundo ele, o ex-deputado federal teria sido “o primeiro a ser preso por opinião contra o STF”, apesar de, na época, ainda atuar no Congresso e ter imunidade parlamentar, conforme o artigo 53 da Constituição Federal.

Silveira foi preso em 16 de fevereiro de 2021 por ordem do ministro Alexandre de Moraes após ter publicado um vídeo com críticas e ofensas a ministros da Corte. Entre suas falas de opinião, ele defendeu o AI-5, uma das medidas consideradas mais duras do regime militar e que cassou ministros do STF.

O ex-parlamentar foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal e condenado a oito anos e 9 meses de prisão. O então presidente Jair Bolsonaro utilizou o dispositivo da “graça constitucional” para perdoar as penas imputadas a Daniel Silveira, mas o STF anulou esse perdão.

Em dezembro de 2024, Moraes concedeu liberdade condicional a Silveira, mas o prendeu novamente quatro dias depois por suposto descumprimento no horário de recolhimento. A defesa do ex-deputado informa que ele teria ido a um hospital. Silveira segue preso e tem apresentado diversas complicações graves de saúde. “Essa caminhada é pra você!”, afirmou Nikolas durante seu depoimento ao completar 80 quilômetros de caminhada.

Nikolas pede prisão domiciliar para Jair Bolsonaro

Dez quilômetros depois, o parlamentar gravou novo vídeo em suas redes para tratar do caso do ex-presidente. “Chegamos aos 90 quilômetros e eu quero lembrar de uma pessoa importantíssima para o nosso país, que foi Jair Bolsonaro”, disse, ao pontuar que há conservadores que o criticam, mas não podem negar que “houve uma mudança no país” e que é preciso “ser grato por isso”.

O deputado citou, então, que o tratamento oferecido atualmente a Bolsonaro tem sido pior do que o dado a traficantes, e argumentou que o “suposto golpe” que levou o ex-presidente à prisão não existiu. “É um crime impossível, assim como envenenar uma pessoa com água potável”, comparou.

Segundo o parlamentar, um golpe precisa de outros elementos, como o uso de armas, o que não aconteceu no 8 de janeiro. “Pessoas cometeram depredação de patrimônio público, que é um crime de até três anos de pena, mas já se passaram os três anos e as pessoas continuam presas”, apontou.

Nikolas afirmou ainda que um dos objetivos da caminhada é pedir prisão domiciliar para Bolsonaro, já que esse seria “um passo para sua liberdade” e possibilitaria o cuidado e presença de sua família, algo que “corruptos como Sergio Cabral, condenado a 400 anos de cadeia”, têm. “Esse está no Rio curtindo a vida”, criticou.



Fonte. Gazeta do Povo

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