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6 de julho de 2026

Em Yamanouchi, Jigokudani tem macacos em fontes termais – 06/07/2026 – Turismo

Em Yamanouchi, Jigokudani tem macacos em fontes termais – 06/07/2026 – Turismo

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Primeiro, ouvem-se os gritinhos vindos da floresta. Em seguida, aparecem dezenas de macacos de pelagem marrom-clara e de rosto vermelho. Descem as montanhas e entram nas águas termais, onde se aquecem. Nem parecem ver os turistas embasbacados a alguns passos de distância.

Essa cena é corriqueira no parque Jigokudani, localizado nas regiões alpinas do Japão. O parque é famoso justamente pela trupe de macacos que gosta de se banhar nas termas. Ainda assim, não deixa de impressionar.

Para quem está hospedado em Tóquio, a visita a Jigokudani é simples, embora leve um pouco de tempo. De lá, é preciso viajar de trem por cerca de 4 horas até a cidadezinha de Yamanouchi, que serve de base para o passeio.

Por conta da logística, o melhor é dormir ali por pelo menos duas noites. Assim, é possível imitar aqueles espertos macacos japoneses e banhar-se nas águas termais ao redor.

É uma região de intensa atividade vulcânica, o que significa que a água brota já escaldante em Yamanouchi, entre 70°C e 90°C. É resfriada até ficar propícia ao banho, entre 38°C e 42°C. A área é conhecida há séculos por essas águas termais, ligadas às rotas de peregrinação ao templo Zenko-ji, na cidade de Nagano.

Grande parte das hospedarias da região é do tipo conhecido como “ryokan”. Ali, em vez de camas, há os famosos futons —espécie de colchão colocado diretamente no chão. As paredes de correr são finas e deixam a luz passar.

É costume fazer as refeições dentro do quarto, ajoelhado à mesa baixa. Se você não ficou em nenhuma dessas hospedarias durante sua viagem ao Japão, é uma boa oportunidade de vivenciar essa experiência.

Fique em uma das hospedarias credenciadas na região antiga de Yamanouchi, chamada de Shibu Onsen. Ao dormir em qualquer uma delas, você tem acesso às nove estações de águas termais.

Caso contrário, você terá acesso apenas a uma das estações. Isso faz diferença porque cada uma tem uma temperatura diferente e, ademais, existe uma superstição segundo a qual quem se banha em todos os nove locais terá sorte no futuro.

Aos incautos, vale dizer que essas estações de banho —chamadas de “onsen” em japonês— têm regras sociais bastante rigorosas. A mais importante delas é que é preciso entrar na água totalmente pelado. Há locais distintos para homens e mulheres. Os macaquinhos, é claro, não seguem esses rituais. Entram nus nas águas que brotam das montanhas, onde os humanos não podem se banhar.

A maioria dos hotéis e ryokans da região oferece transporte gratuito até a entrada do parque Jigokudani. Há também um ônibus que faz o trajeto por cerca de R$ 10. A pé, dependendo de onde você estiver hospedado, o caminho pelos vilarejos leva de 30 minutos a uma hora.

De todo modo, será preciso andar. Da entrada, há ainda uma subida de meia hora até o local com os macacos. O ingresso custa R$ 25 para adultos e R$ 12,50 para crianças.

Não há garantia de que os macacos vão aparecer, porém. Como eles vivem soltos na natureza, os visitantes precisam de sorte —e de paciência. Dito isso, eles costumam vir quase todos os dias, e é possível checar no site do parque a previsão para a semana.

Como o trem entre Tóquio e Yamanouchi passa por Nagano, onde é preciso trocar de linha, você pode aproveitar para conhecer a cidade também. Nagano tem mais de 300 mil habitantes, mas, de alguma forma, tem um ar provinciano. Talvez sejam as montanhas, visíveis ao redor.

Fica ali o templo budista de Zenko-ji, justamente o destino dos peregrinos que antigamente passavam por Yamanouchi. O templo, que remonta ao século 7, é composto por uma série de portões, pavilhões e torres.

Nos entornos há restaurantes e lojas —providenciais, quiçá, para quem se esqueceu de comprar um macaco de pelúcia em Jigokudani.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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