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20 de janeiro de 2026

Enamed: veja as regiões do Brasil com os melhores e piores cursos de medicina

Enamed: veja as regiões do Brasil com os melhores e piores cursos de medicina

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Os resultados do último Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed 2025, levantaram preocupação sobre a qualificação de muitos profissionais que estão saindo das universidades brasileiras: três em cada dez estudantes de último semestre dos cursos de medicina obtiveram conceitos abaixo da menor nota considerada aceitável pelo Ministério da Educação – um número que equivale a 13 mil formandos ao redor do país.

Ao todo, o Enamed avaliou 350 cursos em todas as unidades da federação. Apenas 49 alcançaram o conceito 5, a nota máxima, majoritariamente (84%) em universidades públicas.

Por outro lado, 107 faculdades de medicina foram avaliadas com conceitos 1 ou 2, considerados, respectivamente, “crítico” e “insuficiente”. Os números sujeitam esses cursos a sanções e até mesmo ao encerramento definitivo.

Abaixo, você confere um perfil das diferentes regiões do país em relação a essa classificação.

+Leia também: ‘OAB da medicina’ aprovada no Senado: como será o exame e o que muda para os estudantes?

Centro-Oeste: alerta goiano

Cursos na região: 35
40% com conceito 1 ou 2 (14 cursos)
11% com conceito 5 (4 cursos)

O recorte regional do Centro-Oeste acaba gerando uma distorção significativa: embora 40% dos cursos avaliados nessa parte do Brasil tenham ficado com conceitos abaixo do mínimo aceitável, quem puxa a média para baixo são majoritariamente as instituições de ensino goianas. No estado, 10 dos 16 cursos (ou quase 63% deles) foram avaliados com nota 1 ou 2 no Enamed, acendendo um alerta sobre a qualidade das faculdades instaladas no estado.

Por outro lado, o Mato Grosso do Sul ajudou a elevar a média da região em relação aos cursos com conceito máximo: três das quatro notas máximas registradas na região vieram de lá.

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Nordeste: dentro da média nacional

Cursos na região: 86
30% com conceito 1 ou 2 (26 cursos)
16% com conceito 5 (14 cursos)

Em segundo lugar no número absoluto de cursos de medicina oferecidos no país, atrás apenas do Sudeste, os dados do Nordeste se assemelham à média nacional, seja na proporção de notas máximas (16%, contra 14% nacionalmente) ou naquelas com conceitos 1 ou 2 (na casa de 30%).

Entre os destaques positivos, está Sergipe: dois dos quatro cursos oferecidos no estado receberam a avaliação mais alta, e nenhum dos outros ficou com conceito 1 ou 2.

Norte: muito a melhorar

Cursos na região: 30
47% com conceito 1 ou 2 (14 cursos)
3% com conceito 5 (1 curso)

No geral, as piores avaliações dos cursos de medicina no país ficaram na região Norte: quase metade dos cursos (14 dos 30) recebeu notas consideradas críticas ou insuficientes, e a região também teve a menor proporção de cursos com a avaliação mais alta, índice obtido por apenas um deles. A solitária exceção ficou por conta do conceito 5 atingido pelos alunos da unidade de Marabá da Universidade Estadual do Pará (UEPA).

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Na própria UEPA, porém, é possível ver um exemplo das discrepâncias que podem ocorrer inclusive em instituições pertencentes a uma mesma rede, no caso, a estadual: em Belém, o curso da UEPA ficou com conceito 4; em Santarém, com 3.

Sudeste: números absolutos

Cursos na região: 141
32% com conceito 1 ou 2 (45 cursos)
16% com conceito 5 (22 cursos)

Região brasileira com mais cursos de medicina, o Sudeste também é aquele que concentra a maior quantidade tanto de faculdades com conceitos críticos ou insuficientes, quanto com avaliação máxima.

Na prática, o fenômeno é semelhante ao do Nordeste: a força está nos números absolutos, pois em termos proporcionais essa parte do Brasil acaba ficando dentro da média geral.

Dentro do Sudeste, porém, há distâncias significativas de um estado para o outro. Chama atenção a situação do Rio de Janeiro: 10 dos 22 cursos oferecidos por instituições fluminenses ficaram com conceitos abaixo do mínimo aceitável, e nenhum deles conquistou uma avaliação máxima – o único estado do Sudeste sem um curso de conceito 5 no Enamed.

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Sul: menor índice de “reprovados”

Cursos na região: 58
14% com conceito 1 ou 2 (8 cursos)
14% com conceito 5 (8 cursos)

Fica no Sul do Brasil a menor proporção de cursos com avaliações insuficientes e críticas no último Enamed. São apenas oito no total, distribuídas de forma quase equânime pelos estados (três no Paraná, três no Rio Grande do Sul e dois em Santa Catarina), o que deixa a região bem abaixo da média nacional em termos de faculdades “reprovadas”: somente 14% delas estão nessa faixa, contra cerca de 30% no Brasil inteiro.

Na outra ponta do espectro, as avaliações máximas dos estados do Sul ficam em proporção semelhante à do Brasil, mas quem se destaca é o Paraná: seis das oito universidades que receberam conceito 5 ficam no estado. Já Santa Catarina não tem nenhuma.

O que acontece com os cursos nota 1 e 2?

Universidades que ficaram com conceitos insuficientes estão sujeitas a diferentes tipos de sanções, de acordo com a avaliação que obtiveram e o índice de proficiência dos alunos. As sanções possíveis são as seguintes, em ordem de gravidade:

  • Proibição de aumento de vagas
  • Redução de 25% das vagas
  • Redução de 50% das vagas
  • Suspensão de novos ingressos, proibição de aumento de vagas e suspensão do Fies
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Segundo o Ministério da Educação, as limitações são maneiras de tentar elevar a qualidade do ensino e melhorar a avaliação no próximo exame do tipo, prevenindo a expansão de cursos cuja formação é considerada inadequada no momento. As instituições ainda podem apresentar recursos.

Os que efetivamente forem sancionados correm risco de fechamento definitivo nos próximos anos, caso não melhorem o desempenho em avaliações subsequentes.

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Fonte.:Saúde Abril

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