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27 de abril de 2026

Enel capta R$ 10 bi antes de rebaixamento de nota – 27/04/2026 – Painel S.A.

Enel capta R$ 10 bi antes de rebaixamento de nota – 27/04/2026 – Painel S.A.

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A Enel Américas comunicou ao Banco Central do Chile a abertura de uma linha de crédito de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) para sua subsidiária brasileira, com prazo de 18 meses. O informe aconteceu na última quinta-feira (23). Os recursos serão destinados às operações da Enel Brasil em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

O documento, também destinado à Bolsa do Comércio de Santiago, à Bolsa Eletrônica do Chile e ao Depósito Central de Valores, é assinado por Giuseppe Turchiarelli, gerente-geral da Enel Américas. Foi enviado 24 horas antes do primeiro dos dois rebaixamentos de notas da empresa por agências de risco.

Segundo o fato relevante divulgado, “a mencionada linha de crédito reforçará as necessidades financeiras da Controlada, que atualmente está executando e acelerando projetos principalmente em redes de distribuição, os quais são fundamentais para fortalecer sua plataforma operacional, bem como a qualidade e a resiliência do serviço, de modo a sustentar seu posicionamento competitivo em um dos principais mercados do Grupo.”

Na sexta-feira (24), a Fitch reduziu a nota da Enel Brasil e atribuiu perspectiva negativa a todos os ratings corporativos da subsidiária. A agência citou a incerteza sobre a renovação da concessão de distribuição de energia em São Paulo.

Nesta segunda-feira (27), a Moody’s fez o mesmo com a Enel Américas, controladora da Enel no Brasil. A nota caiu de Baa2 para Baa3, no limite do chamado grau de investimento. A perda deste selo significaria risco maior para investidores.

As reduções de rating colocam pressão sobre o conglomerado e o crédito anunciado pela Enel Américas, já concretizado, é uma tentativa de garantir liquidez para o grupo diante do contexto atual.

A Enel enfrenta em São Paulo processo de caducidade no contrato de distribuição de energia, iniciado pelo governo federal em razão de falhas na prestação do serviço.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) avalia se a empresa deve perder o direito de operar a distribuição no estado que é o maior mercado do grupo no país. Se a caducidade for decretada, uma nova companhia pode assumir o serviço em caráter provisório, embora não esteja decidido como isso aconteceria. Isso coloca sobre a Enel uma pressão regulatória e financeira.


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Fonte.:Folha de S.Paulo

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