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Introdução
O ator Eric Dane, o Mark Sloan de Grey’s Anatomy, faleceu aos 53 anos por complicações da ELA. O diagnóstico da doença neurodegenerativa, que atinge músculos e leva à paralisia respiratória, foi divulgado há 10 meses. Entenda a Esclerose Lateral Amiotrófica e sua rápida evolução.
- Morte de Eric Dane, o McSteamy de Grey’s Anatomy, aos 53 anos.
- Causa: complicações da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
- ELA: doença neurodegenerativa que atrofia músculos, levando à perda progressiva de movimentos, fala, alimentação e respiração.
- Progressão rápida: Dane faleceu 10 meses após diagnóstico público, em contraste com a média de 3-5 anos para a maioria dos pacientes.
- Tratamentos melhoram a qualidade de vida, mas não curam a ELA, que é invariavelmente fatal.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O ator norte-americano Eric Dane morreu na noite de quinta-feira (19), aos 53 anos, de complicações da esclerose lateral amiotrófica (ELA). Mais conhecido por seu papel como o médico Mark Sloan, o “McSteamy” de Grey’s Anatomy, ele faleceu apenas 10 meses após tornar público o diagnóstico da doença neurodegenerativa.
Em outubro, uma foto de Dane em uma cadeira de rodas já havia causado preocupação nos fãs, indicando a progressão rápida de seu caso. Embora a ELA não tenha cura e seja sempre fatal após algum tempo, nem todos os pacientes veem o quadro evoluir tão rapidamente.
Conheça mais sobre a doença e seu desfecho trágico.
O que é e como surge a ELA?
A ELA é uma doença degenerativa que atinge o sistema nervoso, caracterizada por uma progressiva atrofia dos músculos. No começo, ela parece ser uma simples perda de força muscular, mas após alguns meses passa a se manifestar com a perda de movimentos.
Em junho do ano passado, apenas dois meses após divulgar que tinha a esclerose lateral amiotrófica, Eric Dane contou em entrevista que já havia perdido os movimentos no braço direito. Em outubro, foi fotografado em uma cadeira de rodas, o que sugeria impactos da doença na marcha.
Conforme o quadro progride, a atrofia também começa a impedir a pessoa de falar e se alimentar por conta própria, evoluindo até inviabilizar a própria respiração.
Acredita-se que haja um componente genético por trás de alguns casos de ELA, mas ainda não se sabe exatamente o que desencadeia a doença – a maioria dos pacientes, inclusive, não têm histórico familiar conhecido.
Embora vários estudos venham tentando melhorar o prognóstico dos pacientes com o quadro degenerativo, no momento ainda não existe um tratamento capaz de bloquear por completo sua evolução, que invariavelmente leva à morte.
Quando a doença se torna fatal?
Em geral, a ELA acaba levando a óbito quando a paralisia atinge os sistemas responsáveis pela respiração, fundamentais para a manutenção da vida. A doença costuma ter uma progressão relativamente rápida, mas a maioria dos pacientes chega a viver entre três a cinco anos após o diagnóstico.
No caso de Dane, a morte veio apenas 10 meses após ele divulgar que tinha o problema, em abril de 2025. No entanto, seu quadro parece ter durado cerca de dois anos: ele relatou que os primeiros sintomas foram percebidos no começo de 2024.
Os tratamentos disponíveis atualmente conseguem melhorar a qualidade de vida de pacientes com esclerose lateral amiotrófica e, em alguns casos, retardar o aparecimento dos sintomas. Mas a velocidade da piora depende de fatores individuais que nem sempre podem ser controlados.
Em situações extremamente raras, quando a ELA surge precocemente, há registros de pessoas que conviveram com o quadro por décadas. O exemplo mais famoso é o do físico Stephen Hawking, falecido em 2018, 55 anos após saber que tinha a doença. Mas o mais comum é que o quadro só se manifeste a partir da sexta década de vida, como ocorreu com Eric Dane, o que torna a progressão da atrofia muito mais rápida.
Fonte.:Saúde Abril


