9:28 PM
30 de agosto de 2025

Escola Estadual do Alto Araguaia será transformada em cívico-militar, afirma Alan Porto

Escola Estadual do Alto Araguaia será transformada em cívico-militar, afirma Alan Porto

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Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc) determinou que a Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia (a 422 km de Cuiabá), seja transformada em uma unidade cívico-militar. A decisão foi tomada após a circulação de um vídeo nas redes sociais em que aparecem quatro adolescentes agredindo cruelmente uma colega, como uma forma de “salve”, um castigo utilizado por facções criminosas. A informação foi divulgada pelo secretário de Estado de Educação, Allan Porto, durante uma entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (06).

Segundo ele, a Seduc já iniciou o processo de “militarização” da escola, recrutando profissionais para atuarem na unidade. “Tomamos todas as medidas administrativas, vamos continuar com todo o acolhimento das famílias, dos estudantes e profissionais da educação. A segunda medida nós determinamos que aquela unidade escolar será transformada em uma unidade cívico-militar. Já estamos fazendo recrutamento dos policiais da reserva para que a gente possa atuar naquele ambiente”, afirmou.

“Ela [diretora] concorda 100% que a gente faça essa transformação para que ali tenha um ambiente mais adequado às regras e disciplina…  A gente vai continuar avançando forte nessas intervenções e não vamos permitir que nenhuma escola do Estado tenha qualquer tipo de organização nesse sentido”, completou.

Atualmente, Mato Grosso já tem 130 unidades cívicos-militares e agora vai passar a contar com mais essa unidade.

Além disso, Allan Porto destacou que uma equipe psicossocial, juntamente com a diretoria regional de Rondonópolis, foi disponibilizada para oferecer apoio às vítimas, às suas famílias, aos estudantes e aos pais.

O caso foi encaminhado ao Ministério Público por envolver uma menor idade, inclusive uma criança e a partir dessa denúncia houve a decisão judicial.  De acordo com o promotor de Justiça, Frederico Ribeiro, as adolescentes apreendidas poderão ser encaminhadas para uma unidade do sistema socioeducativo na capital ou em Rondonópolis, onde deverão cumprir medida de internação provisória.

Três entre as quatro adolescentes que agrediram brutalmente a colega de 12 anos dentro da Escola Carlos Hugueney, em Alto Araguaia (a 418 km de Cuiabá), deverão ser internadas por determinação da Justiça. A informação foi confirmada durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (6), quando o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, ao lado do coronel César Roveri, secretário de Estado de Segurança, anunciou as sanções socioeducativas aplicadas às envolvidas.

A Justiça também tomou medidas em relação ao caso. De acordo com o promotor de Justiça, Frederico Ribeiro, as adolescentes apreendidas serão encaminhadas para uma unidade do sistema socioeducativo na capital ou em Rondonópolis, onde deverão cumprir medida de internação provisória, garantindo que elas cumpram com as responsabilidades legais.

No entanto, a investigação segue em curso e Alan Porto não descartou novos pedidos de internação caso seja identificado envolvimento de outras pessoas.

Ao mesmo tempo, a escola segue com a implementação das mudanças, com o objetivo de restaurar a disciplina e a segurança no ambiente escolar. “Ontem saiu a decisão da Justiça no sentido da internação dessas adolescentes, pelos fatos que foram ocorridos ali. Não foi simplesmente problemas de indisciplina escolar. Pela fala do delegado, existia uma organização que estava se estruturando, com pessoa que liderava, criava regras, medida de repressão, que foram tomadas com violência”, disse Alan Porto.

Até o dia dos fatos, a quarta agressora não tinha completado 12 anos, por isso, está abaixo da idade mínima para medidas socioeducativas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O caso ganhou repercussão nacional no início desta semana, após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, que mostra a vítima sendo espancada dentro da escola. Segundo o delegado responsável pelo caso Marcos Paulo Batista de Oliveira, o grupo teria sido responsável por outros quatro episódios violentos como esse, atuando em uma organização semelhante a uma facção criminosa, com hierarquia, regras e punições.

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O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel César Roveri,  apesar da unidade escolar dispor de câmeras de segurança, a agressão brutal teria ocorrido em um ‘ponto cego’. Além disso, ele também descartou a relação do episódio com facções criminosas, argumentando que as alunas “teriam se inspirado em vídeos encontrados na internet”.

Todas as possíveis vítimas já foram identificadas e segundo o secretário estadual de Educação, recebem acolhimento e atendimento psicossocial, bem como os responsáveis.

O secretário de Segurança confirmou, ainda, que os pais e responsáveis pelas agressoram poderão ser investigados, mas que por ora não serão punidos.

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Fonte.: MT MAIS

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