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Introdução
A Esfiha Imigrantes celebra 50 anos, uma saga familiar que soube modernizar-se sem perder a essência. Com a esfirra de carne como carro-chefe, a marca expandiu para quatro unidades, investiu em delivery e planeja novas aberturas, unindo tradição e inovação sob a gestão da terceira geração.
- 50 anos de história: a trajetória de sucesso de um negócio familiar.
- Tradição vs. modernização: como a marca se adaptou com delivery e novas unidades.
- A icônica esfirra de carne: mais de 300 mil unidades por mês.
- A gestão da terceira geração: o desafio de inovar sem perder a essência do fundador.
- O segredo da longevidade: constância, preço justo e o ‘básico bem-feito’.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Fundada em 1976, a Esfiha Imigrantes completa cinquenta anos como um exemplo de negócio familiar que atravessou décadas sem abrir mão da tradição, mesmo diante das transformações do mercado.
Famosa pelos quitutes árabes, principalmente a esfirra aberta de carne — são produzidas mais de 300 000 unidades por mês apenas deste sabor —, a marca foi criada pelo comerciante pernambucano Olívio Bezerra de Mello ao lado de dois sócios libaneses, que deixaram a sociedade na década de 1990.

A casa nasceu como uma pequena lanchonete, com cardápio enxuto, em um ponto estratégico no caminho antigo da Rodovia dos Imigrantes, o número 3332 da Avenida Doutor Ricardo Jafet, na região entre a Vila Mariana e o Ipiranga. Um tempo após Olívio ter comprado a parte dos parceiros imigrantes, a casa passou a ter a condução de um dos filhos dele, Jorge Bezerra de Mello, hoje com 63 anos.
Desde 2023, a empresa é liderada pela terceira geração, Filipe Bezerra de Mello, 32, atual CEO da marca e responsável por conduzir a modernização sem romper com a essência do avô, falecido em setembro passado, aos 93 anos.
Atualmente, a Esfiha Imigrantes soma quatro unidades, com lojas também na Lapa, no Tatuapé e em São Bernardo do Campo, todas bem iluminadas, reformadas e com tablets nas mesas para os pedidos (exceto na matriz).
A expansão continua com a abertura da quinta casa, em abril, na Rua Pamplona, 1253, no Jardim Paulista. O novo ponto terá foco maior em delivery e autoatendimento, com salão reduzido para cerca de quarenta lugares.
A rede registra cerca de 65 000 pedidos por mês só nas entregas em domicílio, procuradas principalmente por um público mais jovem e de hábitos diferentes dos tradicionais clientes de salão.
O serviço começou em 2019 e ganhou força durante a pandemia. “Meu pai achava que não conseguiríamos manter o mesmo produto no delivery. Começamos a investir em embalagens e estrutura”, conta Filipe.

Segundo o CEO, as entregas funcionam quase como outro negócio, exigindo estratégias próprias, como combos e ofertas pensadas para esse perfil de consumidor.
Apesar das mudanças operacionais da marca, o cardápio segue fiel às origens. As receitas nunca foram alteradas ao longo das décadas, juram os sócios, embora o menu tenha ganhado novidades, caso do faláfel e de sabores do salgado protagonista como catupiry com bacon e, de sobremesa, pistache.

A campeã absoluta de vendas no delivery e nas lojas segue sendo a esfirra de carne aberta, de massa fininha e generosa quantidade de cobertura: são cerca de 125 fornadas diárias com oitenta unidades cada uma, somando todas as lojas. Entre os itens mais pedidos também estão a versão de queijo aberta e o quibe frito.
Com cerca de 1 200 metros quadrados, a matriz abriga a central de produção da rede, onde trabalham aproximadamente 160 funcionários. São dois turnos diários e quatro cozinhas, uma delas dedicada exclusivamente à entrega.
Na casa são preparados diariamente recheios, quibes, caftas, pastas e pratos quentes e frios. Somente as massas das esfirras são elaboradas em cada loja. “Para manter o frescor”, explica Filipe.

E qual é o segredo da longevidade? A constância, garantem os donos. “O cliente volta depois de vinte anos e diz que a esfirra é igual, não muda”, segue Filipe. “Meu avô que dizia: ‘É preciso fazer o básico bem-feito’.”
Outro atrativo que segura os clientes é o preço — pela esfirra de carne ou pela de queijo muçarela, por exemplo, pagam-se R$ 8,90 cada uma.
Para celebrar os cinquenta anos, são planejadas ações em parceria com marcas durante o ano. A primeira delas é o lançamento de dois sabores temporários de esfirra aberta com uma empresa de frios e embutidos: muçarela com mortadela e catupiry com mortadela, em homenagem ao aniversário de São Paulo, em cartaz até 25 de fevereiro. É mais uma novidade que busca provar que tradição e modernização não são opostas.
Publicado em VEJA São Paulo de 23 de janeiro de 2025, edição nº 2979.
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Fonte.: Veja SP Abril


