A produção e o refino de petróleo da PDVSA, empresa estatal venezuelana de energia, estavam normais neste sábado (3). As instalações mais importantes não sofreram danos com os ataques dos Estados Unidos para tirar o presidente Nicolás Maduro, de acordo com uma avaliação inicial, disseram duas fontes com conhecimento das operações da empresa.
O porto de La Guaira, perto da capital Caracas, um dos maiores do país, mas que não é usado para operações petrolíferas, teria sofrido danos graves, disse uma das fontes.
Com o objetivo de asfixiar economicamente o país e retirar Maduro do poder, Washington impôs em 2019 um embargo ao petróleo venezuelano, que atingiu o pilar da frágil economia do país.
Antes de sua entrada em vigor, o petróleo representava 96% das receitas nacionais, e três quartos das receitas petrolíferas provinham de clientes americanos.
Agora, a Venezuela vende sua produção de petróleo no mercado negro a preços muito mais baixos, especialmente para a China.
Nas últimas semanas, Washington anunciou um “bloqueio total” contra os “petroleiros sancionados” que se dirigem para a Venezuela ou que saem e confiscam vários navios. Caracas classificou o anúncio como uma “ameaça grotesca”.
Trump concedeu em 2025 licenças de exploração que permitiram às multinacionais operar apesar das avaliações. A americana Chevron desfruta desde julho de uma licença especial.
Segundo a Opep, a produção caiu de 3,5 milhões de barris por dia em 2008 para menos de um milhão atualmente, devido às avaliações americanas e ao colapso do sistema de extração, minado pela corrupção e pela má gestão.
A Venezuela, que sofreu uma grave crise econômica entre 2014 e 2021, continua em situação precária, e Maduro atribui isso às avaliações impostas por Washington.
Fonte.:Folha de S.Paulo


