A alta representante da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou nesta segunda-feira (19) que a segurança do Ártico é um interesse transatlântico comum, e um “tema que podem discutir com os aliados americanos”.
Em publicação na rede social X, no entanto, a diplomata afirmou que “as ameaças tarifárias não são o caminho a seguir” e que a “soberania não serve para fins comerciais”.
Denmark and Greenland are not alone.
Good to see my colleagues @troelslundp and Vivian Motzfeldt.Arctic security is a shared transatlantic interest, and one we can discuss with our US allies.
But tariff threats are not the way to go about this. Sovereignty is not for… pic.twitter.com/AbIhQ2ZI13— Kaja Kallas (@kajakallas) January 19, 2026
Kallas destacou que o bloco europeu não tem “interesse em iniciar uma disputa”, mas que irá manter posicionamento. “A Europa possui um conjunto de ferramentas para proteger os interesses”, concluiu.
A declaração veio após Kallas se reunir com Mute Egede, membro do Parlamento da Groenlândia, com o vice-primeiro-ministro da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, e com a ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt.
Donald Trump anunciou no sábado (17) uma tarifa de 10% sobre os países que enviaram tropas à Groenlândia para exercícios militares na Operação Arctic Endurance, após o republicano ameaçar anexar a ilha.
Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia – países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) – serão taxadas a partir do dia 1º de fevereiro, segundo anúncio de Trump na rede social Truth Social, e o valor da tarifa será aumentado para 25% a partir de junho.
Trump afirmou que tarifa será cobrada até que um acordo seja firmado para a compra total da Groenlândia.
Com isso, um pacote de tarifas retaliatórias da UE, no valor de 93 bilhões de euros (US$ 107,68 bilhões), entrará em vigor automaticamente em 6 de fevereiro se não houver acordo com os EUA, segundo um diplomata da UE à Reuters no domingo (18).
Fonte: CNN Brasil


