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Introdução
Pesquisa aponta que bebedouros de uso coletivo podem apresentar níveis de contaminação microbiana superiores aos da água da torneira. O estudo, baseado em 70 análises, sugere falhas na manutenção e formação de biofilmes como causas. Patógenos como Enterococcus faecalis e Pseudomonas aeruginosa foram identificados.
- Substitua filtros de bebedouros a cada seis meses e realize limpeza interna e externa completa.
- Higienize as mãos antes de usar o bebedouro e evite contato de copos ou garrafas com o bocal.
- Descarte a água acumulada em bebedouros após períodos prolongados sem uso.
- Higienize garrafas reutilizáveis diariamente com água e detergente; realize desinfecção profunda quinzenalmente.
- Priorize bebedouros com tecnologias que reduzam a formação de biofilme e modelos de acionamento sem contato manual.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Manter a hidratação ao longo do dia é uma recomendação básica de saúde. Mas um estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos alerta para um hábito cotidiano: o consumo de água em bebedouros de uso coletivo. Segundo a pesquisa, o líquido fornecido por esses equipamentos pode apresentar níveis de contaminação microbiana superiores aos da própria água da torneira que os abastece.
Publicado no periódico AIMS Microbiology, o trabalho constitiu em uma revisão 70 estudos realizados em diferentes países, inclusive no Brasil, sobre a qualidade microbiológica da água em bebedouros. A análise identificou que, em muitos casos, os micro-organismos encontrados não estavam presentes na água da rede pública, sugerindo que a contaminação ocorre no próprio equipamento.
Embora muitos modelos contem com sistemas de filtragem, como carvão ativado e esterilização por luz ultravioleta (UV), os resultados indicam falhas na manutenção e na higienização. Isso leva a crer que a causa mais provável é a formação de biofilmes, camadas de microrganismos que se acumulam na tubulação, nos filtros e nas saídas de água dos bebedouros e que não são removidas por limpezas superficiais.
Entre os patógenos identificados estão a Enterococcus faecalis, bactéria associada a doenças gastrointestinais, e a Pseudomonas aeruginosa, também uma bactéria, relacionada a infecções respiratórias e urinárias, entre outros micro-organismos potencialmente nocivos.
Cuidados na prática para evitar contaminação em bebedouros
De acordo com os pesquisadores, o primeiro passo para mitigar a contaminação é optar por bebedouros que contem com tecnologias capazes de reduzir a formação de biofilme, especialmente aqueles com tubulações produzidas com nanopartículas. No entanto, a tecnologia não substitui a manutenção adequada.
“De maneira geral, os filtros de bebedouros devem ser substituídos a cada seis meses, mas isso pode acontecer antes, caso a vazão da água esteja lenta ou apresente odor, mudança de sabor ou presença de resíduos”, explica a infectologista Emy Akiyama Gouveia, do Einstein Hospital Israelita. “É importante que a periodicidade da data da troca do filtro esteja visível no aparelho ou próximo a ele para facilitar o monitoramento.”
No momento da troca, é importante também fazer a limpeza externa, principalmente do bico de saída de água, e interna. “A limpeza deve consistir em esfregar com água e detergente todos os cantos, retirando toda a sujidade, e a desinfecção consiste na aplicação de álcool ou de uma solução de hipoclorito de sódio, por exemplo”, ensina Gouveia.
Além disso, todos os usuários devem ser instruídos a higienizar as mãos antes de utilizar o filtro e não devem encostar copos ou garrafas no bocal, para que não haja contaminação cruzada. Outra recomendação é descartar a água acumulada após períodos prolongados sem uso, como férias escolares ou fins de semana, antes de retomar o consumo.
Equipamentos acionados automaticamente, sem necessidade de contato manual, são os mais indicados do ponto de vista sanitário. Os modelos de acionamento por botão também são considerados opções seguras.
Já os bebedouros de pressão — aqueles em que se bebe diretamente da fonte — exigem cuidado redobrado para não haver contato dos lábios com o jato ou com a cavidade de saída. Os modelos com galão, por sua vez, demandam atenção especial, pois a higienização interna é mais complexa e suscetível a falhas.
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Atenção às garrafinhas e risco de contaminação
O risco de contaminação não se restringe aos bebedouros: garrafas reutilizáveis também podem se tornar reservatórios de micro-organismos presentes na boca ou nas mãos. Por isso, é essencial higienizá-las diariamente após a utilização, esfregando todas as superfícies com água e detergente.
“Caso esse processo não seja realizado ao longo dos dias, o biofilme vai se acumulando, trazendo risco de o indivíduo desenvolver uma gastroenterocolite, por exemplo, o que é mais crítico quando armazenamos nela também bebidas com açúcar, que alimentam os microrganismos do biofilme”, alerta a infectologista.
A cada 15 dias, faça uma limpeza mais profunda. Uma boa opção é o uso do hipoclorito de sódio, o mesmo vendido em supermercados para higienizar frutas e verduras. Após a lavagem com água e detergente, aplique uma solução feita com 1 litro de água e 20 gotas do produto, ou de acordo com as instruções da embalagem. Deixe agir por 15 minutos, enxague bem e garanta que a garrafa seque com o bico para baixo, a fim de que a água escorra.
Na escolha do modelo, prefira aquelas com menos reentrâncias e peças removíveis, superfície lisa e abertura ampla, características que facilitam a higienização e reduzem o acúmulo de resíduos. As versões nas quais é necessário retirar a tampa para ter acesso ao bico são mais seguras do que aquelas em que o orifício para colocar a boca permanece exposto continuamente.
A utilização de escovas, como as de mamadeiras e as específicas para canudos, também é útil para alcançar áreas internas. No entanto, esses utensílios igualmente precisam ser higienizados com regularidade. A máquina de lavar louças pode ser usada, desde que o material seja compatível e os jatos de água atinjam toda a superfície da garrafa de forma homogênea.
Fonte: Agência Einstein
Fonte.:Saúde Abril


