11:40 AM
23 de fevereiro de 2026

Falta de potássio no sangue? Saiba sintomas e tratamentos da hipocalemia

Falta de potássio no sangue? Saiba sintomas e tratamentos da hipocalemia

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A hipocalemia é a condição definida pela redução dos níveis de potássio no sangue, um mineral importante – entre outras coisas – para a regulação da pressão arterial.

A deficiência no nutriente pode ser inócua em indivíduos saudáveis, mas em casos graves pode provocar outras doenças, comprometendo funções cardíacas, respiratórias e musculares. Os sintomas mais comuns são fraqueza, dor e cãibras.

Quando o potássio fica abaixo do ideal?

Em geral, caracteriza-se como hipocalemia quando a concentração de potássio no sangue está abaixo de 3,5 miliequivalentes por litro (mEq/L). A concentração ideal – fora das células – é entre 4 e 5 mEq/L.

O mEq/L é a unidade de medida usada para expressar a concentração de eletrólitos nos líquidos corporais.

Em casos graves, com concentração de potássio abaixo de 2,5 mEq/L, a hipocalemia pode evoluir para distúrbios no coração, como arritmias, taquicardias, bradicardias, isquemias ou insuficiência. Há também casos de fraqueza e paralisia muscular, incluindo em músculos respiratórios, o que pode comprometer a capacidade de respiração.

Causas da hipocalemia

No organismo, a redução anormal do potássio se apresenta a partir de três principais causas:

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1- A perda do mineral pelo corpo, geralmente associada à desidratação. Ela pode ser ocasionada pelo uso de diuréticos, por distúrbios renais ou em situações de intoxicação alimentar, quando a pessoa sofre com diarreia e vômitos frequentes.

2- Quando há um aumento irregular da absorção de potássio pelas células, o que reduz sua circulação no sangue, uma situação que costuma estar associada ao uso de medicações ou a problemas como desregulações nos níveis de insulina.

3- Desnutrição ou transtornos alimentares que levam a uma redução do consumo de potássio.

Tem tratamento?

Os tratamentos têm como foco a reposição do potássio. Mas, como a hipocalemia é um sintoma de outros problemas, também é importante diagnosticar as causas para tratá-las ou prevenir que se repitam.

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Em casos leves e moderados, a hipocalemia pode ser assintomática e a simples eliminação da causa da deficiência pode tornar a reposição desnecessária.

A administração do mineral pode ser feita oralmente com suplementos, para casos moderados e leves, ou por via venosa, para casos graves. Caso o paciente use diuréticos, cabe ao médico avaliar a necessidade de suspensão ou substituição da medicação, de acordo com as condições clínicas de cada pessoa.

Por que o potássio é importante

É necessário consumir diariamente ao menos 3510 mg de potássio, segundo a Organização Mundial da Saúde. A ingestão adequada do mineral está associada a benefícios cardiovasculares, como a redução de riscos de acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e diminuição da pressão arterial.

+Leia também: Você sabe quais são os alimentos amigos (e os inimigos) do coração?

Entre os alimentos com alto teor de potássio (mais de 250 mg por porção), estão frutas como banana, melão, laranja, abacate e frutas secas, assim como carnes bovina, suína, de frango e cordeiro. Alguns grãos, sementes e nozes possuem teor elevado da substância, com mais de 600 mg por porção, com destaque para o feijão, as sementes de abóbora e de girassol e o pistache.

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Para tratar uma hipocalemia severa, porém, não basta só aumentar a ingestão de potássio. Além de tratar as causas de fundo, pode ser necessário elevar os níveis rapidamente, com uma alta concentração do mineral que só é encontrada em suplementos. A dosagem deve ser definida pelo médico, com base nas características do caso.

Potássio também pode ficar alto demais

O oposto também ocorre: a hipercalemia é o acúmulo alto e anormal de potássio no sangue. A concentração acima de 5,5 mEq/L já é considerada um excesso leve, e maior que 6,5 mEq/L é caracterizada como grave.

Comumente é associada a distúrbios na excreção dos rins. A hipercalemia é relativamente mais comum que a hipocalemia: estima-se que mais de 3% da população sofra com ela em algum nível, contra menos de 2% no caso da deficiência. Entre pacientes com doença renal crônica, a prevalência chega a 18%. Nos casos graves, pode comprometer o coração.



Fonte.:Saúde Abril

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