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Introdução
O cafezinho pós-almoço, embora estimulante, pode inibir a absorção de minerais essenciais como cálcio e ferro. No entanto, os impactos são pequenos e multifatoriais, dependendo da idade e dieta. A cafeína também oferece benefícios cognitivos e antioxidantes, desde que consumida com moderação.
- Cafeína pode inibir a absorção de minerais como cálcio, ferro, potássio, zinco e magnésio.
- Os impactos são geralmente pequenos, multifatoriais e dependem de fatores individuais e da dose ingerida.
- É possível minimizar efeitos negativos consumindo café 1 hora antes ou depois das refeições.
- Cafeína oferece benefícios cognitivos, anti-inflamatórios e antioxidantes comprovados.
- O consumo moderado (até 300 mg/dia) pode proteger o cérebro e prevenir demências.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Um cafezinho depois do almoço pode até cair bem para dar energia. Mas, apesar dos efeitos estimulantes, a cafeína presente no produto pode inibir a absorção de alguns nutrientes.
Estudos indicam que a disponibilidade de minerais como cálcio, ferro, potássio, zinco e magnésio, importantes para o bom funcionamento do organismo, pode ser afetada. No entanto, a relação não é tão automática assim: os efeitos são multifatoriais e também dependem da idade, dieta, sexo do indivíduo, e até da dose ingerida.
Entenda melhor os possíveis impactos e como minimizá-los.
Efeitos na absorção de minerais
A cafeína estimula a eliminação de cálcio pelo organismo. Em pessoas com histórico de baixa ingestão do mineral, a disponibilidade pode ser afetada pelo café. O cálcio é fundamental para a saúde óssea, e sua deficiência pode acelerar processos como a osteopenia e a osteoporose.
Em laboratório, é observado que concentrações elevadas de cafeína também estimulam a liberação de cálcio das células, mas isso provavelmente não acontece no corpo humano com doses normais de consumo, segundo pesquisas.
A absorção de ferro, que contribui no transporte de oxigênio e na produção de energia, também pode ser afetada pela cafeína. Em testes com seres humanos, uma xícara de café reduziu em 39% a captação do mineral. Uma redução leve também acontece quando o café foi consumido uma hora depois da refeição, mas o mesmo não ocorre quando ele é ingerido uma hora antes.
A ingestão de cafeína também parece interferir nas concentrações de potássio e no aproveitamento de zinco pelo organismo.
No entanto, os impactos são geralmente pequenos e sem uma comprovação mais robusta de que trazem danos à saúde no longo prazo. Além disso, é fácil de contorná-los: para evitar problemas, dá para esperar passar uma hora da refeição, ou consumir doses menores de cafeína logo após comer (entre 30 e 50 ml, o equivalente a um espresso padrão).
Cafeína também tem impactos positivos
A cafeína é popularmente associada aos efeitos estimulantes, com o aumento do desempenho cognitivo e a diminuição no tempo de reação. Isso é relacionado às suas ações no cérebro, inibindo as funções da adenosina, substância que reduz a atividade dos neurônios e promove relaxamento.
Há propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, o que explica sua utilização na produção de medicamentos.
O consumo moderado de cafeína também vem sendo associado a benefícios cognitivos no longo prazo, e poderia até ajudar a prevenir demências. O limite a partir do qual seus impactos deixam de ser positivos é a faixa de 300 miligramas por dia, o equivalente a duas a três xícaras médias.
A cafeína para além do café
Apesar de estar mais presente no café, a cafeína também faz parte da composição de pelo menos outras 60 plantas, como guaraná, cacau e diversos chás. Ela também é comumente encontrada em bebidas energéticas, refrigerantes e medicamentos.
Após a ingestão, a cafeína é rapidamente absorvida pelo organismo – 99% em até 45 minutos. A absorção é ainda mais rápida quando o café é preparado em alimentos sólidos e pode ser mastigado. Em pacientes saudáveis, o corpo leva até cinco horas para metabolizar e eliminar metade da cafeína consumida.
Fonte.:Saúde Abril


