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22 de janeiro de 2026

Filhos de Bolsonaro declaram apoio a Nikolas e tentam impulsionar caminhada

Filhos de Bolsonaro declaram apoio a Nikolas e tentam impulsionar caminhada

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(FOLHAPRESS) Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se mobilizaram para declarar apoio à caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), iniciada na última segunda-feira (19), em Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília.

Nikolas anunciou que pretende percorrer cerca de 240 quilômetros em protesto contra as condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal. A expectativa é que o grupo chegue à capital federal no domingo (25).

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência pelo grupo, não participou da caminhada por causa de uma viagem a Israel, mas manifestou apoio por telefone a Nikolas e aos deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e André Ferreira (PL-CE), que acompanham o ato.
“Parabéns pela iniciativa”, disse o senador. Segundo ele, “não é um movimento de confronto, mas de esperança”.

Flávio não citou diretamente o STF em sua manifestação, o que vai ao encontro da postura recente de Michelle Bolsonaro (PL). A ex-primeira-dama se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes para pedir melhores condições para o marido, preso por tentativa de golpe de Estado. Após a conversa, Bolsonaro foi transferido, na semana passada, para a unidade conhecida como Papudinha.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também se manifestou por vídeo. “É uma boa resposta para dizer que ninguém está virando as costas para os presos políticos”, afirmou o ex-parlamentar, que está nos Estados Unidos desde o ano passado e, por isso, perdeu o mandato.

No ano passado, Nikolas e integrantes da família Bolsonaro tiveram momentos de tensão e trocaram críticas públicas. Eduardo chegou a afirmar que o deputado não se posicionava de forma suficiente em defesa das articulações feitas nos Estados Unidos para impor sanções a Moraes. Depois das divergências, os dois se reconciliaram.

Eduardo é réu por coação no curso do processo que investigou a tentativa de golpe, acusado de articular sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras para tentar influenciar o julgamento do pai.

Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-SC) se juntou pessoalmente à caminhada na terça-feira (20), após pedidos de Eduardo e Flávio.
“Essa consideração que ele está tendo não só conosco, mas com os presos políticos do 8 de Janeiro, demonstra uma maturidade gigantesca para dar mais um passo numa nova batalha”, afirmou Carlos.

O vídeo com a declaração foi republicado nas redes do PL nacional, que vem acompanhando e divulgando a manifestação.

Para o deputado federal Carlos Jordy (PL-SP), vice-líder da Minoria na Câmara, o apoio da família Bolsonaro é “muito simbólico” e indica que o grupo está no caminho certo. “Tudo isso só está acontecendo por causa do presidente Bolsonaro, que deu início a todo esse movimento da direita no país”, afirmou. Ele também se juntou à caminhada na tarde de terça-feira.

A deputada Bia Kicis (PL-DF) disse que pretende se integrar ao ato. “O povo estava cobrando algo assim dos parlamentares”, declarou.

Já o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, afirmou que “toda manifestação individual ou coletiva para expor as fragilidades da chamada democracia relativa é válida”.

Do outro lado, o deputado Rogério Correia (PT-MG) classificou o protesto como “a caminhada da mentira e do golpe”. “É a tese do golpe continuada, sempre criando um clima para tentar inverter decisões democráticas, inclusive da Justiça brasileira, na tentativa de colocar Bolsonaro em liberdade”, disse.

A deputada Dandara Tonantzin (PT-MG) afirmou que o país tem pautas mais urgentes do que “essa cortina de fumaça”, citando o custo de vida e o fim da escala 6×1.

Na carta que justifica a caminhada, Nikolas fala em “desumanização dos brasileiros presos após o dia 8” e em “perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro”. O deputado evita citar diretamente o STF, mas menciona decisões ligadas ao tribunal.

Entre as reivindicações, ele aponta a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, que previa a redução de penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O projeto foi aprovado pelo Congresso no ano passado, apesar da defesa de anistia total pelos bolsonaristas, mas foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de janeiro. O veto ainda será analisado pelo Congresso, atualmente em recesso até 2 de fevereiro.

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Folhapress | 05:30 – 22/01/2026



Fonte. Noticias ao minuto

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