A companhia aérea Gol anunciou nesta sexta-feira (6) que incorporará à sua frota cinco aeronaves Airbus A330-90, que serão usados em futuros voos intercontinentais que a empresa pretende começar a operar ainda neste ano.
As rotas que as novas aeronaves devem operar ainda não foram confirmadas, mas a companhia solicitou slots (autorizações de pouso e decolagem) aos aeroportos de Heathrow, em Londres, e Lisboa e Porto, em Portugal. Os dois primeiros, já bastante saturados, já teriam negado o pedido, o que coloca a cidade do Porto entre as rotas mais prováveis para as novas aeronaves.
Ao que tudo indica, os voos intercontinentais da Gol devem partir do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, que tem sido usado pela companhia como hub (central de distribuição de voos) desde que as restrições impostas ao número de passageiros no aeroporto Santos Dumont fez o terminal internacional carioca retormar boa parte do seu movimento. A Gol ainda não confirmou essa informação.
A previsão é que os cinco A330-900 sejam incorporados à frota da companhia de maneira faseada, entre este ano e 2027. O objetivo da adição das aeronaves, de acordo com a Gol, é fortalecer a sua estratégia de expansão internacional, até então focada apenas em voos dentro da América do Sul. Recentemente, a empresa anunciou que deve operar a maior rota já feita por um avião do modelo Boeing 737, entre Assunção, no Paraguai, e Miami, nos Estados Unidos.
Os Airbus A330-900 são aeronaves de fuselagem larga, com dois corredores, capacidade para até 300 passageiros em voos de longo curso. A chegada da aeronave à Gol, que em toda a sua história operou apenas Boeings 737 (de corredor único e médio alcance) marca uma mudança fundamental na estratégia da companhia, que sempre focou apenas no mercado americano.
Desde 2022 ela faz parte do grupo Abra, que também controla a colombiana Avianca. A companhia brasileira encerrou seu processo de recuperação judicial nos EUA junho do ano passado.
Com o anúncio das novas aeronaves, a Gol também informou que está realizando uma operação de Acmi (Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance) com a empresa Wamos. Isso significa que parte dos voos intercontinentais que a empresa pretende comercializar poderá ser operada por essa empresa terceirizada, que fornecerá à Gol aeronaves, tripulação e equipes de manutenção. A decisão visa ampliar a capacidade de operação intercontinental da Gol, diz a companhia.
Fonte.:Folha de S.Paulo


