7:25 PM
1 de junho de 2026

Greve geral em Portugal atrasa centenas de voos e impacta transporte público

Greve geral em Portugal atrasa centenas de voos e impacta transporte público

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Brasileiros com voos à Portugal marcados para os próximos dias podem enfrentar atrasos e cancelamentos devido a uma greve geral no país europeu. A paralisação convocada pela CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) protesta contra o novo pacote trabalhista do governo português, com adesão de tripulações de cabine, funcionários de operações de terra e controladores de tráfego aéreo.

Mais de 500 voos podem ser afetados apenas nesta quarta, segundo o SNPVAC (Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil). Cerca de 79% dos trabalhadores da categoria votaram para se unir à greve. Somente o SPAC (Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil) optou por não aderir ao movimento.

A greve não se restringe aos aeroportos. O metrô de Lisboa, as barcas e o transporte público no Porto também devem operar com serviço reduzido, já que a FECTRANS (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações), federação que representa os trabalhadores de transportes, confirmou adesão.

Comunicado das companhias aéreas

As aéreas já ajustaram suas operações para o dia de greve. O Aeroporto de Lisboa orientou os passageiros a verificarem o status de seus voos antes de irem ao terminal.

A TAP Air Portugal informou que operará apenas 79 voos na quarta-feira, bem abaixo de sua média diária de 300 voos. Desses, 17 ligações com origem ou destino no Brasil estão mantidas, contemplando aeroportos no Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. Confira a lista completa no site oficial da aérea.

A empresa afirmou estar em contato com todos os clientes que tiveram voos cancelados para encontrar as melhores alternativas.

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A Azul cancelou quatro voos que compõem sua operação BrasilPortugal. Foram suspensas duas viagens de Campinas para Lisboa programadas para terça-feira (2). Os retornos, previstos para quarta-feira (3), também foram cancelados.

A companhia afirmou em nota que os clientes afetados serão informados diretamente. “A Azul lamenta a situação, totalmente alheia à sua vontade, e reforça que trabalha para minimizar possíveis impactos”, disse a empresa.

A Latam confirmou o cancelamento de um voo na rota GuarulhosLisboa, marcado para esta terça-feira (2), e do retorno LisboaGuarulhos programado para o dia seguinte. Para os passageiros afetados, a companhia oferece remarcação sem custo para datas com até sete dias de diferença, na mesma cabine e sem cobrança de diferença tarifária.

Quem preferir cancelar a viagem pode solicitar reembolso conforme as condições da tarifa adquirida. A orientação da Latam é que todos os passageiros com voos nessas datas acompanhem o status da reserva pelo ícone “Minhas Viagens” no aplicativo ou no site da companhia.

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Entenda melhor a greve

Esta é a segunda paralisação geral em Portugal em menos de seis meses. Em dezembro de 2025, uma greve anterior já havia sacudido o setor. Agora, com o pacote trabalhista prestes a ser votado na Assembleia da República – o prazo é de 30 dias após a entrada do projeto–, a CGTP decidiu reforçar a pressão sobre o governo.

Os sindicatos se opõem a três mudanças centrais: a extensão da duração máxima dos contratos a prazo, o retorno do banco de horas e a suspensão da proibição de que empresas recorram a outsourcing (contratação de serviços de um fornecedor externo) após demissões coletivas.

O governo defende que as alterações trazem mais flexibilidade ao mercado de trabalho e o tornam mais competitivo. Na visão do Executivo, a maior flexibilidade nas relações contratuais é condição para atrair investimentos, gerar empregos e acelerar o crescimento econômico do país.

Até o momento, no setor de aviação, a adesão foi ampla entre os trabalhadores de terra e de cabine. O SITAVA (Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos), sindicato que representa o pessoal responsável pelas operações nos aeroportos, foi o primeiro a confirmar participação. O SNPVAC, que organiza os tripulantes de cabine, anunciou que a maioria de seus membros se uniu a greve. Os controladores de tráfego aéreo também aderiram, completando um cenário que compromete a cadeia operacional dos voos.

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Do lado de fora da paralisação ficaram os pilotos: o SPAC optou por não participar desta vez, ao contrário do que havia feito em dezembro de 2025. No campo mais amplo do movimento sindical, a UGT (União Geral dos Trabalhadores), central rival da CGTP e uma das maiores do país, também não aderiu ao protesto.

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Fonte.:Viagen

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