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24 de março de 2026

Gripe chegou mais cedo: Fiocruz alerta para aumento de casos de influenza A antes do esperado

Gripe chegou mais cedo: Fiocruz alerta para aumento de casos de influenza A antes do esperado

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A gripe chegou mais cedo em 2026. O último Boletim InfoGripe, da Fiocruz, emitiu um alerta para o aumento na circulação da influenza A, subtipo do vírus que causa a doença, antes de sua temporada convencional.

Os casos da infecção costumam apresentar alta em meados do outono (e no inverno), mas antes mesmo do início da estação, nesta sexta-feira (20), a doença já avançava em todo território nacional.

É que indicam dados registrados na última semana, até o dia 14 de março. O pico de casos tem sido registrado nas regiões do Mato Grosso, Amapá, Pará e Rondônia, Rio de Janeiro, Espírito Santo e na maioria dos estados do Nordeste (exceto o Piauí).

Segundo a fundação, a gripe já é responsável por aumentar os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, um quadro grave, que pode ser fatal. 

Ainda de acordo com o boletim, nas últimas quatro semanas, 25,4% dos casos de SRAG no Brasil foram causados pela influenza A

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Para a prevenção da doença, cidades de todo o Brasil darão início às campanhas de vacinação contra a gripe no dia 28 de março, seguindo até 30 de maio, segundo o Ministério da Saúde. A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, reforça que a principal forma de prevenção contra os casos graves e óbitos é a vacinação

“Já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”, explica a especialista, em nota da Fiocruz.

+Leia também: Vacinação já: proteger-se da gripe e do VSR é parte do envelhecer bem

Os vírus em circulação no Brasil

Antes da alta nos casos de Influenza A, nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 45,4% dos casos de síndrome respiratória aguda grave foram causados por rinovírus, responsável pelo resfriado comum. Além dos 25,4% que se deviam à influenza A; 13,4% estão relacionados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 11,3% ao coronavírus e 1,3% à influenza B, um subtipo menos comum da gripe.

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Além disso, a maioria dos óbitos foram causados por Influenza A e o coronavírus, empatados como responsáveis por 30,8% das mortes cada um. Em seguida, estão os falecimentos causados por  rinovírus (27,5%);  VSR (5,5%); e influenza B (e 2,7%). O Boletim verificou que 18 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Em todo o ano de 2026, já foram notificados 20.311 casos de SRAG.

Jovens, adultos e idosos a principal tem sido os principais afetados pela influenza A. Devido à fragilidade do sistema imunológico, os idosos são considerados o grupo mais vulnerável às complicações da doença, além de pessoas com doenças doenças crônicas e crianças menores de 2 anos.

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De maneira geral, a principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país. Segundo o Ministério da Saúde, além dela, as complicações mais comuns são:

  • Sinusite
  • Otite
  • Desidratação
  • Piora das doenças crônicas
  • Pneumonia primária por influenza, que ocorre predominantemente em pessoas com doenças cardiovasculares (especialmente doença reumática com estenose mitral) ou em mulheres grávidas

Para evitar que uma gripe evolua para pneumonia, o caminho mais eficaz é a vacinação contra a gripe e contra bactérias pneumocócicas (sobretudo para grupos de risco).

Hábitos preventivos também devem ser adotados, especialmente no período sazonal de alta de casos, como lavar bem as mãos, evitar aglomerações, manter o corpo hidratado e respeitar o descanso quando a infecção aparece.



Fonte.:Saúde Abril

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