Se você nunca foi aos Supermercados Guanabara, já deve ao menos ter visto memes sobre a famosa rede carioca, que recebe 150 000 pessoas por dia.
Cenas com multidões estacionadas em frente a alguma das 28 unidades, esperando a hora de entrar; a corrida desse tsunami de gente entre as gôndolas em busca da oferta perfeita; e até brigas na disputa por uma caixa de óleo e outras barganhas costumam ser comuns.
Mas foi em um cenário muuuito diferente desses que a rede, nascida nos anos 1950, escolheu divulgar sua seleção de vinhos renovada, escolhida pelo novo sommelier da rede, Dionísio Chaves.
Foi no hotel cinco-estrelas Fasano do Rio de Janeiro, no espaço de evento,s onde funcionava o antigo bar Londra, no fim do ano passado.
Dar de cara com o logotipo do mercado popular no menu chique, que listava pratos como salada de camarão com abacate, cordeiro com batata e mil-folhas, podia causar certo estranhamento. Mas dava para entender.
“Estamos querendo atender um público diferenciado”, me contou um dos sócios, o diretor de marketing Albino Pinho, sobre essa nova pegada dos vinhos.

A nova seleção de rótulos do Guanabara
Cearense criado na Rocinha, Dionísio Chaves foi garçom e se tornou sommelier, com diferentes prêmios no currículo, e também foi sócio de restaurantes.
A chegada dele ao Guanabara marca a nova fase das adegas das lojas, reformuladas. Há pouco mais de um ano, o profissional cuida de reformular a seleção de rótulos, de preparar a equipe de atendimento e da disposição das garrafas nas prateleiras.
O novo sommelier trouxe cerca de 300 vinhos novos, boa parte de importação exclusiva, vindos de oito países diferentes, como Portugal, Italia, Franca, Argentina e Chile.
Muitos são rótulos mais simples, sem grande complexidade, mas também aparecem achados. Os preços, em loja, custam a partir de R$ 20,00, e a intenção é atender a diferentes bolsos. “Também temos vinhos de 300, 400 e 500 reais”, conta Dionísio. É um trabalho de garimpo, que levou viagens por mais de trinta vinícolas.
Fazem parte da seleção produtores como Orlando Abrigo e Poggio Salvi, da Itália; António Saramago, de Portugal; Antigal, da Argentina; De Martino, do Chile; Domaine Petit Jean, da França…
Durante o jantar, foram degustados doze rótulos. Entre os destaques, está o tinto LGI Cuvée Dissenay Pinot Noir 2023, com bastante fruta vermelha como framboesa no aroma e um gostoso frescor. Nas gôndolas, custa R$ 75,90.
Também foi bem cotado entre os convidados o vinho de sobremesa Vinovalle Infini Blanc Doux, com boa acidez para combater o alto dulçor e aromas que lembram frutas como maracujá e mel. Sai a R$ 66,75 no supermercado. “Ele tem um nível qualitativo tão bom quanto o Sauternes”, disse o sommelier, exagerando um pouquinho.
Outros tintos também não foram mal, como o francês Château Bellevue 2022 (R$ 53,85), com sabor de fruta madura e toque defumado, e o italiano Convino Chianti Riserva 2019 (R$ 92,50), com acidez boa para acompanhar um molho de tomate, por exemplo.
O Família Ontañón El Boyante Ribera del Duero Crianza 2022 (R$ 114,90), cheio de estrutura mas também frescor, também funcionou bem, assim como o português António Saramago Grande Reserva 2022 (R$ 141,40), para quem curte tintos encorpados.
“O Guanbara é hoje melhor casa de vinhos do Rio”, gabou-se o sommelier, que promete, neste ano, chegar a dezesseis países produtores nas prateleiras do mercado.
Ainda sem unidade na Zona Sul (faltam terrenos amplos para abrigar uma unidade da rede, dizem os donos), a marca tem lojas na capital fluminense, na Baixada Fluminense, em Niterói e em São Gonçalo.
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Fonte.: Veja SP Abril


