3:16 PM
13 de maio de 2026

Irã acusa Kuwait de atacar embarcação e deter iranianos

Irã acusa Kuwait de atacar embarcação e deter iranianos

PUBLICIDADE


O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta quarta-feira (13) que o Kuwait atacou “ilegalmente” uma embarcação iraniana e deteve quatro cidadãos iranianos no Golfo.

O chanceler exigiu a libertação dos detidos e disse que Teerã se reserva o direito de responder.

Na terça-feira (12), o Kuwait informou que prendeu quatro pessoas ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica que tentaram entrar no país do Golfo por via marítima.

Na ocasião, o ministério das relações exteriores do Irã emitiu um comunicado em que condenou a captura dos iranianos e rejeitou declarações dizendo que Teerã estava planejando “ações hostis” contra o Kuwait. Segundo a pasta, os detidos realizam uma patrulha naval de rotina e entraram nas águas territoriais do Kuwait devido a “uma disruptura em sua navegação”.

Ainda segundo o comunicado, é necessário que a embaixada do Irã no Kuwait dê acesso ao iranianos detidos.

O que diz o Kuwait?

O ministro do Interior do país do Golfo disse que quatro infiltrados associados à Guarda Revolucionária do Irã haviam sido presos depois de tentarem entrar no país pelo mar.

De acordo com a mídia estatal kuwaitiana, um integrante das forças armadas do Kuwait ficou ferido após confrontos com os infiltrados.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.500 morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

 



Fonte: CNN Brasil

Leia mais

Rolar para cima