Teerã também instou a comunidade internacional a agir com urgência para conter a “conduta beligerante” do Estado judeu.
“O ataque atroz do regime sionista contra infraestruturas e áreas residenciais do Iêmen, bem como o assassinato de altos responsáveis e de cidadãos inocentes, constitui um claro crime de guerra e contra a humanidade”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Irã em comunicado.
O Irã classificou como “ação terrorista” o ataque israelense da última quinta-feira contra uma instalação que abrigava dezenas de altos funcionários hutis na capital iemenita, Sanaa, no qual morreram o primeiro-ministro rebelde e vários membros de seu gabinete.
Diante desse ataque, Teerã alertou para as crescentes ameaças que a “expansão e o terrorismo organizado” de Israel representam para a paz e a segurança internacionais, exigindo uma resposta séria da comunidade internacional e dos países islâmicos para “conter a conduta beligerante” de Israel.
“O Conselho de Segurança da ONU e todos os Estados-membros têm a responsabilidade de agir urgentemente para deter as ações bélicas do regime ocupante e responsabilizar seus líderes criminosos”, destacou o Ministério das Relações Exteriores iraniano.
Os hutis do Iêmen, que frequentemente lançam mísseis balísticos e drones contra Israel em atos que dizem ser de solidariedade ao “massacre” em Gaza, fazem parte da aliança informal anti-Israel conhecida como “Eixo da Resistência”, que também inclui os palestinos do Hamas, o Hezbollah do Líbano e várias milícias apoiadas por Teerã.
Em resposta a esses ataques, a aviação israelense bombardeou alvos em Sanaa e em outras áreas do Iêmen.
Os confrontos começaram após o início da guerra em Gaza, desencadeada pelos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, e continuaram apesar do cessar-fogo alcançado em maio entre os hutis e os Estados Unidos, principal aliado de Israel.
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Fonte. :. Noticias ao minuto