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16 de junho de 2026

Jornalista perseguido por Zambelli tem ordem de prisão em regime aberto revogada em SP

Jornalista perseguido por Zambelli tem ordem de prisão em regime aberto revogada em SP

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MARIANA GRASSO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça de São Paulo revogou, nesta segunda-feira (15), a ordem de prisão do jornalista Luan Araújo, alvo de perseguição armada pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) na véspera do segundo turno da eleição de 2022. O episódio ocorreu em meio às restrições do Tribunal Superior Eleitoral, que proibiam o transporte de armas nas 24 horas antes do pleito.

Conforme o processo, a Justiça declarou a extinção da pena e determinou o arquivamento da ação penal após o cumprimento integral das obrigações impostas, com o pagamento de R$ 2.216,30 em multas e prestações pecuniárias.

Zambelli moveu uma queixa-crime por difamação e injúria contra o jornalista em julho de 2023 em razão de texto de opinião de Araújo publicado no site DCM (Diário do Centro do Mundo).

No início deste mês, o Juizado Especial Criminal converteu a pena restritiva de direitos em prisão em regime aberto após o não pagamento dos valores. O jornalista justificava que não tinha condições financeiras de fazer o pagamento e pedia que o montante fosse parcelado.

Após uma campanha que arrecadou mais de R$ 42 mil, organizada por familiares, amigos e apoiadores, ele quitou as pendências.

O advogado Renan Bohus, responsável pela defesa de Araújo, afirmou que “o apoio da sociedade foi fundamental para reverter uma decisão anterior que havia determinado a conversão da pena em prisão, demonstrando a desproporcionalidade da medida frente à comprovada hipossuficiência financeira de Luan”.

Zambelli foi condenada pela perseguição armada ao jornalista em 2025, pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O tribunal determinou pena de 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

A Justiça italiana analisará pedido de extradição feito pelo governo brasileiro sobre esse caso.

Na última quinta-feira (11), a corte negou outro pedido de extradição de Zambelli, no processo em que o STF a condenou a dez anos de prisão pela invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e pela emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Os juízes italianos afirmaram que a corte não foi imparcial e disseram ser problemático o “duplo papel” exercido por Moraes no caso, em razão de o magistrado ter atuado como relator e julgador, sendo, ao mesmo tempo, a pessoa lesada pelo crime.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, reagiu na sexta-feira (12) à manifestação da Justiça europeia e defendeu a atuação de Moraes. Em nota oficial, Fachin declarou que a ação contra a ex-deputada transcorreu “em estrita observância à Constituição da República, ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e aos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro”.

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Fonte Noticias ao Minuto

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