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29 de agosto de 2025

Justiça cancela pena de motoboy condenado por estupro

Justiça cancela pena de motoboy condenado por estupro

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Jorge Luiz Freitas dos Santos, de 27 anos, teve a pena que cumpria a três anos e quatro meses cancelada nesta quarta-feira (27), pelo Tribunal de Justiça do Ceará. Ele havia sido condenado em 2021 por estupro e sequestro de uma adolescente, a mais de nove anos de prisão.

O crime foi em 17 de setembro de 2018. Um homem encapuzado abordou a vítima ao descer do ônibus escolar na BR-116. Ele a colocou na parte traseira de um carro preto. Dentro do veículo, os dois acompanhantes agrediram a jovem. Antes de fazê-la inalar uma substância que a deixou inconsciente, os agressores discutiam e se chamavam de “Jorge” e “Fernando”.

A vítima do estupro associou erroneamente o nome “Jorge” ao do ex-namorado. Essa confusão levou à prisão e à condenação do jovem. Na época, Jorge Luiz tinha 21 anos e estava em casa, colhendo frutas e trocando mensagens de WhatsApp com a mãe.

Depois de atendimento psicológico, a vítima procurou o Núcleo de Assistência aos Presos Provisórios e às Vítimas de Violência (NUAPP) da Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), em Fortaleza, para esclarecimento do caso.

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) deferiu por unanimidade o pedido de revisão criminal apresentado pela Defensoria Pública. Novas provas e testemunhas confirmaram que Jorge Luiz estava em sua residência no momento do crime.

Motoboy Jorge Luiz Freitas dos Santos tem condenação anulada depois de ficar mais de três anos preso por crime de estupro.Motoboy Jorge Luiz Freitas dos Santos tem condenação anulada depois de ficar mais de três anos preso por crime de estupro. (Foto: Kamilla Vasconcelos/DP-Ceará)

Justiça também produz injustiça, diz defensor sobre acusado de estupro

A retratação da vítima foi determinante. Ela admitiu ter se confundido e reconheceu o erro que resultou na prisão injusta.

O defensor Emerson Castelo Branco destacou a importância da revisão criminal. Segundo ele, é uma das últimas garantias legais para reparar condenações injustas e corrigir erros do sistema judicial.

“Mostra que o mundo não é perfeito, a Justiça não é perfeita. A mesma Justiça que produz justiça também produz injustiça. É possível errar? É. Mas as pessoas que fazem o sistema de justiça não podem ter compromisso com o erro. Temos a missão de corrigir”, afirmou Castelo Branco.

A Defensoria Pública conduziu investigação própria, reunindo documentos e depoimentos inéditos, além de registros de conversas que comprovaram o álibi de Jorge Luiz.

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Fonte. Gazeta do Povo

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