9:05 PM
17 de fevereiro de 2026

Lexa diz que sofreu efeito colateral de caneta emagrecedora: entenda

Lexa diz que sofreu efeito colateral de caneta emagrecedora: entenda

PUBLICIDADE



Ler Resumo

A cantora Lexa, de 30 anos, relatou ter sofrido queda de cabelo depois de usar uma caneta emagrecedora – no caso dela, o medicamento utilizado foi o Mounjaro. “Tomei uma única vez 1 ml. A frente do cabelo caiu”, escreveu a cantora nas redes sociais.

Segundo ela, foi necessário fazer tratamento para recuperar a cobertura capilar. “Mounjaro é mara, mas não é para todo mundo. Nunca mais tomei”, contou em comentário no Instagram.

Náuseas, alterações no sono, pressão baixa e, sim, perda de cabelo são algumas das reações adversas previstas na bula da tirzepatida, comercializada sob o nome de Mounjaro. Outros efeitos colaterais que levaram o Mounjaro às manchetes são a perda de eficácia de anticoncepcionais e o risco de pancreatite.

+Leia também: Mounjaro e pancreatite fatal: entenda alerta das autoridades britânicas

Por que o Mounjaro causa queda de cabelo?

A queda de cabelo não é uma consequência exclusiva do uso do Mounjaro: usuários de outras canetas emagrecedoras, como o Ozempic, também relataram esse efeito adverso indesejado. 

Porém, não é possível conectar a perda dos fios diretamente às medicações. A queda capilar pode ser resultado da perda de peso provocada pelo tratamento. Pacientes que passam por cirurgia bariátrica ou de bypass gástrico também costumam apresentar queda de cabelo.

Continua após a publicidade

 A condição é chamada pelos médicos de eflúvio telógeno, e consiste no aumento da quantidade de fios perdidos diariamente. É natural perder alguns fios ao lavar ou pentear o cabelo, mas nesse caso, dá para notar um acúmulo significativo de fios na escova ou no travesseiro. 

O eflúvio telógeno pode ser agudo ou crônico. As situações agudas são desencadeadas por algum acontecimento recente. Os ciclos de queda do cabelo duram entre dois e três meses, então, efeitos que tenham causado estresse ao corpo nesse período podem refletir em uma perda maior de fios. Doenças, dietas restritivas, deficiência de nutrientes, cirurgias, parto e até estresse podem ser os causadores. Já o quadro crônico pode durar anos, e costuma ser associado a doenças autoimunes. 

No caso do uso de canetas emagrecedoras, a perda de cabelo pode estar ligada tanto à redução drástica de peso quanto à deficiência de nutrientes e a mudanças hormonais.

Continua após a publicidade

O tratamento, nessa situação, pode incluir adaptações na dieta com acompanhamento de nutricionista, uso de medicações tópicos com orientação de dermatologista, e outras alterações na rotina.

Outros efeitos adversos das canetas emagrecedoras

De acordo com a bula divulgada pela farmacêutica Eli Lilly, são reações comuns ao Mounjaro náuseas e diarreia, além de problemas como indigestão, aumento de gases, refluxo, fadiga e distensão abdominal. 

Em pacientes com diabetes tipo 2, quando o Mounjaro foi aplicado concomitantemente à insulina e à medicações como sulfonilureia, a hipoglicemia foi outro efeito adverso encontrado. O uso da caneta emagrecedora ainda pode levar à formação de pedras na vesícula biliar, tontura e queda na pressão arterial. 

Continua após a publicidade

Mais um efeito que causou polêmica nas redes sociais é a redução do efeito de anticoncepcionais. Faltam evidências sólidas dessa relação, mas já existem indicativos em pesquisas preliminares de que os agonistas de GLP-1 alterem a eficácia dos anticoncepcionais orais. 

Casos de pancreatite aguda associados ao uso de Mounjaro também têm chamado a atenção. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o risco de pancreatite potencialmente fatal associada à caneta emagrecedora. Ainda há controvérsias nos estudos, mas medicações como Mounjaro e Ozempic só podem ser utilizados com devida orientação médica. Quem já teve pancreatite não pode utilizar as canetas. 

 



Fonte.:Saúde Abril

Leia mais

Rolar para cima