O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que as tensões com os Estados Unidos — que cogitam enviar navios militares para perto da costa venezuelana sob o argumento de combater o narcotráfico — representam uma oportunidade para reforçar os planos de defesa do país.
“Temos de aproveitar todas essas circunstâncias (…) para fortalecer os nossos planos de defesa da nação, para nos reforçarmos moral, política, institucional e psicologicamente”, declarou Maduro na quinta-feira (28), durante a cerimônia de encerramento de um curso militar, transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV).
Segundo o líder venezuelano, o país enfrenta uma “situação de assédio e cerco”, além de “ameaças ilegais que violam a Carta das Nações Unidas”, sem citar diretamente os EUA, que na semana passada disseram estar prontos para “usar todo o seu poder” contra o narcotráfico supostamente ligado ao governo de Caracas.
“Depois de 20 dias de assédio contra a nação venezuelana, hoje somos mais fortes do que ontem, mais preparados para defender a paz, a soberania e a integridade territorial”, acrescentou Maduro, ressaltando que sua administração teria atualmente mais apoio internacional “do que nunca”.
No mesmo evento, o presidente destacou que a nova jornada de alistamento da milícia, prevista para sexta-feira e sábado, contará com 945 pontos de inscrição para recrutar venezuelanos dispostos a defender o país diante do que chama de ameaças norte-americanas.
A Casa Branca, por sua vez, declarou na quinta-feira que diversos países latino-americanos apoiam a iniciativa militar dos EUA nas águas do Caribe.
“O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela. É um cartel de drogas. Maduro não é um presidente legítimo, mas o chefe fugitivo desse cartel. Ele foi acusado nos Estados Unidos de traficar drogas para o nosso país”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em entrevista coletiva.
Na terça-feira, a missão permanente da Venezuela junto à ONU acusou os EUA de planejarem o envio de “um cruzador de mísseis” e “um submarino nuclear de ataque rápido” para a costa venezuelana, além de outros “navios de guerra” destacados no mar do Caribe, classificando a medida como “ações hostis” do governo Donald Trump.

A Operação Atlas é um exercício conjunto do Exército, da Marinha e da Aeronáutica no território amazônico que envolve grande deslocamento de efetivo militar de outras regiões do país. As atividades ocorrerão nos estados do Amazonas, do Pará, do Amapá e de Roraima (onde há fronteira com a Venezuela).
Folhapress | 18:24 – 27/08/2025
Fonte. :. Noticias ao minuto