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8 de janeiro de 2026

Mais de 100 seguem presos; veja situação

Mais de 100 seguem presos; veja situação

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Três anos após os atos de 8 de janeiro, a situação dos envolvidos segue indefinida. Mais de 100 pessoas continuam presas, e outras centenas são procuradas pela polícia. Conforme um levantamento independente, os participantes dos atos em Brasília enfrentam penas que podem chegar a 14 anos de reclusão.

Qual é o balanço atual de presos e investigados?

Pelo menos 101 pessoas continuam presas, 36 cumprem prisão domiciliar e mais de 230 são consideradas foragidas. Com novos julgamentos previstos, estima-se que o número de procurados possa chegar a 500. Entre os presos, há no mínimo 20 idosos, cinco mães de filhos menores de idade e duas pessoas com doenças raras, que enfrentam penas de até 14 anos.

Quem mais está na mira da Justiça?

As investigações se ampliaram para além dos que participaram diretamente das invasões. Pessoas que apenas organizaram ônibus para os atos ou que estavam acampadas no Quartel-General do Exército, em Brasília, também se tornaram réus. Mesmo alguns que fizeram Acordos de Não Persecução Penal (ANPP), pagando multas para encerrar seus processos, tiveram os acordos invalidados e agora podem ser condenados.

Há casos individuais que chamam a atenção?

Sim, como o da professora aposentada Iraci Nagoshi, de 73 anos. Ela teve a prisão domiciliar revogada e retornou ao sistema prisional, onde, segundo a família, enfrenta problemas de saúde, inclusive após sofrer uma queda que a deixou dependente de um andador. A situação é descrita como desumana por advogados, que pedem que idosos e pessoas com saúde frágil retornem para suas casas.

Quais são os números oficiais do STF?

Os dados mais recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que, até o fim de 2025, a corte condenou 810 pessoas, sendo 395 por crimes considerados mais graves. Além disso, foram homologados 564 Acordos de Não Persecução Penal, que resultaram no ressarcimento de aproximadamente R$ 3 milhões para a reparação dos danos materiais causados nos prédios públicos.

Existe alguma perspectiva de redução das penas?

A defesa dos réus aposta na “Lei da Dosimetria”, já aprovada pelo Congresso. A legislação estabelece regras mais objetivas para o cálculo das penas, o que pode resultar na sua redução. No entanto, o processo é longo: a lei ainda precisa da sanção presidencial para, só então, os advogados poderem solicitar a revisão das sentenças ao STF. Anistia e anulação dos processos também são possibilidades remotas.

Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.

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Fonte. Gazeta do Povo

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