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20 de janeiro de 2026

Master: Fachin antecipa retorno a Brasília para conter desgaste do STF com condução de Toffoli

Master: Fachin antecipa retorno a Brasília para conter desgaste do STF com condução de Toffoli

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, interrompeu o recesso e antecipou o retorno a Brasília, onde desembarcou na noite de segunda-feira (19). A interlocutores e pares da Corte, o ministro justificou a volta antes da abertura oficial do ano Judiciário com a avaliação de que “o momento exige” sua presença na capital.

O objetivo central de Fachin é gerenciar o desgaste na imagem do tribunal provocado pelos recentes desdobramentos do inquérito do Banco Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Fachin, que havia transferido a presidência interina ao vice, Alexandre de Moraes, busca articular uma saída institucional para o impasse que colocou o Supremo em rota de colisão com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Nesta terça-feira (20), o presidente do STF cumpre agenda em São Luís, no Maranhão, para um encontro com o ministro Flávio Dino. Fachin decidiu ir à capital maranhense para se reunir presencialmente com Dino porque o filho do ministro passará por uma cirurgia.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu quatro representações de parlamentares nos últimos meses para que proponha ao STF a suspeição de Toffoli como relator do inquérito que investiga fraudes e crimes cometidos pelos proprietários do Master. Ao longo dos últimos 26 anos, no entanto, não houve nenhuma decisão do Supremo favorável a pedidos de afastamento de ministros.

Decisões “atípicas” e sigilo

O foco das preocupações da presidência é a manutenção e o método de condução de Dias Toffoli no caso. Decisões do relator geraram forte desconforto no meio jurídico. Toffoli avocou para o STF todas as investigações sobre o Banco Master, incluindo processos que tramitavam na primeira instância sem envolvimento de autoridades com foro privilegiado, e impôs elevado grau de sigilo, impedindo a visualização de atos processuais nos sistemas de consulta pública.

A tensão institucional escalou quando o ministro determinou que todo o material apreendido pela Polícia Federal em novas fases da operação fosse enviado diretamente ao seu gabinete. A ordem foi revista somente após a PF alertar para o risco de prejuízo à análise das provas e a PGR emitir parecer contrário. Após o recuo, ficou definido que o material permaneceria sob a guarda da Procuradoria.

Reação dos delegados

O mal-estar tornou-se público no último sábado (17), quando a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou nota classificando o cenário como “atípico”. A entidade apontou “afronta às prerrogativas” da corporação, citando interferências diretas no planejamento investigativo, como a imposição de prazos exíguos para buscas, a realização de acareações fora do padrão e a escolha nominal de peritos pelo magistrado.
 
 

Fachin vive impasse para enfrentar crise de imagem do STF sem se isolar

Até agora, ele tem observado em silêncio as posturas dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, especialmente em temas ligados à investigação do Banco Master e seus desdobramentos, que colocaram o tribunal sob pressão

Folhapress | 12:15 – 19/01/2026



Fonte. Noticias ao minuto

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