10:08 PM
6 de março de 2026

Médica explica por que o colesterol alto não causa sintomas e quando se preocupar

Médica explica por que o colesterol alto não causa sintomas e quando se preocupar

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Diferentemente do que muitos imaginam, o colesterol alto quase nunca provoca sintomas. Os poucos sinais físicos descritos são raros e, na maioria das vezes, ligados a alterações genéticas.

Existe uma ideia bastante difundida de que colesterol elevado “dá sinais”. Na prática clínica e nas diretrizes de dislipidemias, isso não é verdade. A elevação do colesterol é, antes de tudo, uma alteração laboratorial. Ela não provoca dor, cansaço ou mal-estar. O grande risco está em ser silenciosa enquanto favorece, ao longo dos anos, a formação de placas nas artérias.

É importante separar conceitos: colesterol alto não é sinônimo imediato de artéria obstruída. A formação de placas depende de múltiplos fatores, como hipertensão, diabetes, tabagismo e predisposição genética.

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Os sintomas raros descritos na literatura

Existem, sim, manifestações físicas associadas a níveis elevados de colesterol, mas elas são incomuns e geralmente aparecem em casos de hipercolesterolemia familiar ou em contextos de maior vulnerabilidade social.

Entre elas estão os xantomas, depósitos de colesterol na pele; os xantomas tendíneos, que se manifestam como espessamentos em tendões, especialmente no tendão de Aquiles; os xantelasmas, placas amareladas nas pálpebras; e o arco corneano precoce, um anel esbranquiçado ao redor da córnea em pessoas jovens.

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Esses achados não são frequentes na prática clínica cotidiana e, quando presentes, indicam necessidade de investigação detalhada.

Quando surgem sintomas, já é doença cardiovascular

Dor no peito, falta de ar ou dor nas pernas ao caminhar não são sintomas de colesterol alto. São manifestações de placas já formadas nas artérias. O colesterol elevado é um dos fatores que contribuem para esse processo, mas não o único.

Por isso, esperar sintomas para investigar o colesterol é um erro comum. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares seguem como principal causa de morte no Brasil, muitas vezes em pessoas que desconheciam suas alterações lipídicas.

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O exame de sangue é a principal ferramenta

A avaliação inclui colesterol total e suas frações – LDL, HDL e VLDL. Além disso, há a lipoproteína(a), um marcador genético ainda pouco solicitado, que pode aumentar o risco de formação de placas mesmo com o LDL aparentemente controlado.

O colesterol alto não dói, não causa cansaço e não avisa. E é exatamente por isso que o acompanhamento periódico e a avaliação individualizada do risco cardiovascular são fundamentais.

Ana Paula Andrade Garcia é cardiologista e membro da Brazil Health

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(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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Fonte.:Saúde Abril

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