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22 de fevereiro de 2026

Menos tentativa e erro: a nova era do tratamento oncológico

Menos tentativa e erro: a nova era do tratamento oncológico

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A medicina avança quando consegue reduzir incertezas. Na oncologia, isso significa localizar a doença com exatidão e tratar aquilo que está causando o problema. É nesse contexto que o teranóstico se consolida como uma das estratégias mais relevantes da medicina de precisão, ao unir diagnóstico e tratamento a partir do mesmo alvo biológico. 

Ainda pouco conhecido fora do meio médico, o método parte de um princípio simples e poderoso: usar uma mesma substância para identificar a doença e, se houver indicação, direcionar a terapia exatamente para aquele ponto. Ao trabalhar com alvos moleculares específicos, essa estratégia aproxima a imagem do tratamento de forma inédita na prática clínica e ajuda a reduzir decisões baseadas apenas em tentativa e erro. 

A imagem molecular ainda permite avaliar se a lesão expressa o alvo biológico necessário para responder a determinada terapia. É esse nível de precisão que vem sendo incorporado por centros de alta complexidade no país, como o Real Hospital Português, referência no Nordeste na aplicação do método em tumores da próstata, do fígado e neuroendócrinos. 

O hospital, referência regional em oncologia e medicina nuclear, foi o primeiro do Nordeste a adotar o método para certos tipos de tumores
O teranóstico une diagnóstico e tratamento, direcionando a terapia reduzindo decisões baseadas em tentativa e erro (Guga Matos/Reprodução)

De forma prática, o teranóstico funciona como um sistema de reconhecimento inteligente. “Identificamos com precisão onde a doença se expressa e, a partir disso, direcionamos a terapia exatamente para aquele ponto usando a mesma substância, dessa vez ligada a um agente terapêutico”, explica Paulo Almeida, coordenador médico do serviço de medicina nuclear do Real Hospital Português, no Recife (PE). 

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Na prática clínica, isso se reflete em percursos mais racionais. Um paciente que antes poderia passar por diferentes linhas de tratamento até identificar alguma resposta terapêutica, hoje, pode ter esse caminho encurtado. 

Câncer de próstata, tumores do fígado e tumores neuroendócrinos estão entre os cenários em que o teranóstico tem impacto positivo tanto na sobrevida quanto na qualidade de vida. Referência regional em oncologia e medicina nuclear, o Real Hospital Português foi o primeiro hospital do Nordeste a incorporar o teranóstico à prática clínica nesses tipos de tumores. “O teranóstico coloca o paciente no centro de um ecossistema que conecta diagnóstico por imagem, medicina nuclear e times clínicos com o mesmo objetivo: atuar no alvo certo, no tempo certo”, afirma Islan Moisalye, superintendente ambulatorial do Real Hospital Português. 

O teranóstico não promete milagres. Ele oferece controle do percurso terapêutico. Quando ciência, clínica e gestão caminham juntas, a inovação se transforma em cuidado mais preciso, previsível e alinhado às reais necessidades de quem está em tratamento. 



Fonte.:Saúde Abril

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