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13 de janeiro de 2026

Mocellin Steak merece os elogios de Carlo Ancelotti – 13/01/2026 – Restaurantes

Mocellin Steak merece os elogios de Carlo Ancelotti – 13/01/2026 – Restaurantes

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Rio de Janeiro


CRÍTICA | RIO
Mocellin Steak

Cinco estrelas (Ótimo)
Av. Armando Lombardi, 1.10, Barra da Tijuca. @mocellinsteak

Há alguns dias, o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, postou em suas redes uma lista de “melhores experiências” vividas em 2025. Além de lugares, músicas e filmes, o ex-treinador do Real Madrid citou nove restaurantes que o deixaram maravilhado ao longo do ano. Havia uma churrascaria carioca entre eles.

Trata-se da Mocellin Steak, inaugurada em 2016 na Barra da Tijuca. Apesar de relativamente recente, ela tem berço: seus donos fazem parte do clã gaúcho que comandou por décadas a saudosa rede Porcão, de onde vieram muitos profissionais do salão e da cozinha, e também a Oásis, que fez sucesso no bairro de São Conrado (e hoje tem filial na Via Dutra).


Garçom vestido com uniforme preto segura prato colorido com diferentes tipos de linguiças grelhadas, incluindo linguiça em espiral, longas e curtas, apresentadas em fileira.

Linguiças servidas na churrascaria Mocellin Steak


Cleo Guimarães/Folhapress

O pulo do gato da Mocellin foi deixar em segundo plano os penduricalhos (saladas, frios e frutos do mar) e focar as carnes nobres de linha premium, grelhadas na parrilla à perfeição, em um serviço que fica num meio termo entre o rodízio e o à la carte.

É o famoso “all you can eat”, mas com nova roupagem, sem garçons percorrendo o salão com carnes no espeto —as peças solicitadas são servidas em travessas e fatiadas à mesa.

Por um preço fixo (R$ 235), são oferecidos, entre outros, cortes como assado de tira, shoulder, rib-eye, chorizo, picanha, cupim e uma seleção de linguiças —pernil, calabresa e de costela, essa última a preferida de Ancelotti, me informaram. O italiano também costuma pedir com frequência o matambrito suíno, a capa da costela. Está certo ele. Temperado com limão e sal, é saborosíssimo. Arrisco dizer que foi a melhor carne de porco que já comi.

Experientes, os garçons/churrasqueiros (vários deles se juntam à brigada na parrilla) não perguntam o ponto da carne. Eles sabem. Todas as que provei —essas listadas acima, além da coxa de frango e do coração, também acima da média—, vieram perfeitas: uns bifões de crosta crocante e de um vermelho intenso. Se estivessem no espeto, indo e voltando, estariam bons assim? Duvido.

A Mocellin aboliu o bufê de saladas, de frios e de comida japonesa e, assim como as carnes, tudo é feito na hora. As opções estão listadas em iPads (infelizmente a casa não tem cardápio impresso), e chegam frescas à mesa. Caesar, caprese, maionese, de salmão defumado, de shitake e shimeji são algumas alternativas.


Homem com óculos e camisa escura usa pinça para virar carnes na grelha de churrasqueira industrial com fogo visível. Vários pedaços de carne estão distribuídos na grelha metálica em ambiente fechado.

Parrilla da Mocellin Steak, na Barra da Tijuca


Cleo Guimarães/Folhapress

Na ala dos japoneses, a churrascaria também mostra capricho na seleção dos insumos. Os sashimis de salmão e de hadoque não deixaram nada a dever aos servidos numa boa casa do ramo. Também há ceviche de salmão no menu de pratos frios, e esse foi o único que eu não pediria de novo: erraram a mão na acidez, o gosto de laranja estava pronunciado demais.

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Quem gosta de churrasco geralmente fica atento às guarnições, e as do Mocellin se não brilham, também não fazem feio. Cumprem seus papéis a batata frita e a farofa de ovo, assim como a banana frita, o bolinho de aipim e a cebola à milanesa (esses dois últimos excelentes, sequinhos e crocantes, bem temperados).

No fim das contas, fica a impressão de que a Mocellin é, realmente, dos melhores lugares da cidade para se comer carne, sem deixar a peteca cair em relação a quase todas as outras opções. É, como afirmou Ancelotti, uma excelente experiência —tanto que ele incluiu a churrascaria no mesmo rol do Arpège, sofisticado e inovador restaurante parisiense com três estrelas no Guia Michelin. Não é pouca coisa.





Fonte.:Folha de São Paulo

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